Archive for ‘VÁRIOS’

16 Junho, 2012

NOTAS BIOGRÁFICAS – António Rosa Palma (“Tonico”)

(Reproduzido de ESC, 1ª versão)

(1929 – Aljustrel, 9/10/2003)

Delegado de propaganda médica reformado, membro do PCP desde a década de cinquenta. Activista do MND, foi acusado em 1957 de ser membro do Núcleo do PCP de Aljustrel. Em 1963 a sua pertença à Comissão Concelhia de Aljustrel do PCP, levou-o à prisão.

Fontes:

Avante!, 16/10/2003

PIDE, Autos de Perguntas a António Rosa da Palma, Lisboa, 9 Janeiro – 21 Março 1957

PROCESSO: SC PC 7/57 (NT 5134)

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16 Junho, 2012

DESAPARIÇÃO DA 1ª SÉRIE DOS ESTUDOS SOBRE O COMUNISMO NA PLATAFORMA WEBLOG.COM.PT

Os blogues alojados na plataforma Weblog.com.pt  vão deixar de estar acessíveis devido ao encerramento do serviço até ao dia 22 de Junho. Para evitar a desaparição da informação contida na primeira versão dos  Estudos sobre o Comunismo  na rede, que funcionou entre 2003 e 2006, esta foi integralmente copiada. Parte dessa informação será aqui republicada, em particular aquela que incorpora séries que tenho continuamente actualizado, como é o caso de biografias. Sempre que haja novos elementos, a republicação será também uma actualização. Alguma da colaboração de vários autores que também tinha sido publicada, será igualmente reeditada. O mesmo no que diz respeito a notas que contenham novo material informativo. O sistema comum de indexação e de categorias permitirá igualmente uma melhoria das procuras.

7 Junho, 2012

CORPUS DOCUMENTAL DO PCP: CC DO PCP, A TENDÊNCIA ANARCO-LIBERAL NA ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO DE DIRECÇÃO, 1960

CLICAR na imagem para abrir o documento completo.

9 Maio, 2012

ANSELM JAPPE EM PORTUGAL

COMUNICADO À IMPRENSA

Comunicado à Imprensa

A Antígona informa que o ensaísta Anselm Jappe, autor de As Aventuras da Mercadoria (2006) e de Guy Debord (2008), estará em Lisboa no próximo dia 11 de Maio, por ocasião do lançamento do seu mais recente livro, Sobre a Balsa da Medusa – Ensaios Acerca da Decomposição do Capitalismo, na Livraria Ler Devagar.
Entre as 15:00 e as 18:00, o autor estará disponível para entrevistas e para conversar com os jornalistas na sede da editora Antígona, na Rua Gustavo de Matos Sequeira, n.º 39, 1.º, Lisboa, tel: 965086505.

Lisboa, 8 de Maio de 2012

10 Fevereiro, 2012

ESTUDOS SOBRE O COMUNISMO – TERCEIRA SÉRIE

EM MEMÓRIA DE JOSÉ ALEXANDRE MAGRO (“Ramiro da Costa” ) e MANUEL SERTÓRIO

O número zero dos Estudos Sobre o Comunismo saiu em Julho de 1983, fará em 2013 trinta anos. Do seu Conselho de Redacção faziam parte Fernando Rosas, Rogério Rodrigues, Maria Goretti Matias,  António Moreira,  José Alexandre Magro (“Ramiro da Costa”).  Manuel Sertório e eu próprio, que era o seu director. Era um grupo heterogéneo, mas na sua maioria tinha passado pela oposição à ditadura antes do 25 de Abril.  O decano do grupo, mais velho do que todos os outros, era Manuel Sertório, um militante da oposição portuguesa com um papel muito importante na Seara Nova, no exílio de Delgado no Brasil, nos eventos  da FPLN em Argel. Desde meados da década de cinquenta,  não há história da oposição sem Manuel Sertório e até praticamente à sua morte, o seu companheirismo e o seu testemunho foram fundamentais. A ele se juntavam Fernando Rosas, que tinha vindo do MRPP e iniciava a sua carreira académica, António Moreira e José Alexandre Magro, ambos com publicações na área da história do movimento operário, e que tinham sido militantes da UDP, Rogério Rodrigues que escrevia sobre o PCP no jornal O Jornal e Maria Goretti Matias a trabalhar na génese daquilo que viria a ser o arquivo do ICS.  Muitos outros amigos colaboraram com a revista, no arranjo gráfico, com artigos e com outros contributos.

Fora de Portugal Annie Kriegel e Stephane Courtois, cuja revista Communisme tinha servido de inspiração aos Estudos, apoiaram sempre a iniciativa. A seu convite participei nos seminários que Kriegel organizava em Nanterre, e, com Stephane Courtois, em várias actividades na França e na Alemanha, com o objectivo de criar uma rede de estudos a nível europeu sobre o fenómeno do comunismo, fora da história “oficial” e do proselitismo anti-comunista, a tenaz que durante muito tempo condicionou a análise de um dos fenómenos mais importantes do século XX. Um dos frutos destas iniciativas veio a ser o Livro Negro do Comunismo e, mais tarde, a explosão documental que o fim da URSS e do “sistema comunista mundial” (a expressão era de Kriegel) trouxeram, tornando obsoletos muitos estudos anteriores a 1991.

Publicar  em 1983 uma revista como esta tinha dificuldades inimagináveis nos dias de hoje. O “campo” de estudos académicos do comunismo em Portugal não existia, muito menos o dos estudos sobre o PCP. Mais do que ser pioneira nessa matéria, – a revista “abriu” toda uma temática da história contemporânea, – a sua própria existência era entendida na época como uma provocação pelo PCP e pela esquerda radical, isto numa altura em que estas instituições eram muito mais poderosas do que nos dias de hoje e detinham uma forte hegemonia nos meios intelectuais. À direita este tipo de “estudos” eram tidos como academicamente impuros. A história académica do período contemporâneo era dominada então pelo estudo do Estado Novo., muito mais pacífico do que a do comunismo. Tudo isto está felizmente  no passado, mas não totalmente. O facto do PCP ser um dos poucos partidos comunistas sobreviventes em todo o mundo que ainda mantém fechados os seus arquivos, continua a funcionar como um bloqueio para o aggiornamento da sua história, prendendo-a ainda no ciclo de “revelações” e negações, de que de há muito se libertou a história do comunismo em muitos países.

Os Estudos sobre o Comunismo existem na Rede desde 2003, numa primeira série digital (2ª se contarmos com a de papel)  aqui e numa segunda série aqui,  com altos e baixos até 2009, altura em que a manutenção do EPHEMERA  me levou a deixar de a actualizar. Embora o problema do tempo continue sempre cada vez mais premente, vou tentar retomar este trabalho que, nos primeiros tempos, será ainda muito imperfeito. Há bibliografias para actualizar, sistemas de categorias por aperfeiçoar, ligações a verificar e a actualizar, e muito material recolhido nos últimos três anos por publicar. Pouco a pouco, talvez se consiga retomar uma sequência regular.

9 Fevereiro, 2012

DOAÇÃO DO ESPÓLIO CARLOS OLIVEIRA

FONTE: Museu do Neo-Realismo

No próximo Sábado, dia 11 de Fevereiro, pelas 16h00, o Museu do Neo-Realismo “recebe” o espólio do escritor Carlos de Oliveira, numa cerimónia que terá lugar no seu Auditório e que contará com as presenças da mulher do autor de (entre outros) “Uma Abelha na Chuva”, Ângela de Oliveira e do professor universitário, ensaísta e crítico literário, Osvaldo Manuel Silvestre.

O espólio de Carlos de Oliveira, um dos maiores espólios do significativo acervo do Centro de Documentação do MNR, é constituído por cerca de 9000 documentos, sendo de destacar a vertente “Correspondência”, com aproximadamente 1500 documentos.

Nascido em Belém do Pará, a 10 de Agosto de 1921 e falecido em Lisboa, a 01 de Julho de 1981, Carlos de Oliveira estudou em Coimbra, onde teve oportunidade de conhecer e estabelecer laços de amizade com autores neo-realistas, como Joaquim Namorado, João José Cochofel e Fernando Namora.

O seu primeiro livro de poemas, Turismo (1942), com ilustrações de Fernando Namora, é integra a colecção de poesia em 10 volumes, Novo Cancioneiro (cuja edição fac-similada, a cargo da editora Althum, foi apresentada no MNR em 2010), colecção cuja edição constitui um marco importante na história do movimento neo-realista.

O primeiro romance de Carlos de Oliveira, Casa na Duna, data de 1943 e de 1953 Uma Abelha na Chuva, considerado um dos expoentes da literatura portuguesa do séc. XX. Em 1978, Finisterra, o último romance do autor, retorna à sua Gândara, como se de um fim de ciclo se tratasse.

 

Obra de Carlos de Oliveira:

Poesia

  • Turismo (1942);
  • Mãe Pobre (1945);
  • Colheita Perdida (1948);
  • Descida aos Infernos (1949);
  • Terra de Harmonia (1950);
  • Cantata (1960);
  • Micropaisagem (1968, 1969);
  • Sobre o Lado Esquerdo, o Lado do Coração (1968, 1969);
  • Entre Duas Memórias (1971);
  • Pastoral (1977).

Romance

  • Casa na Duna (1943; 2000);
  • Alcateia (1944; 1945);
  • Pequenos Burgueses (1948; 2000);
  • Uma Abelha na Chuva (1953; 2003);
  • Finisterra: paisagem e povoamento (1978; 2003).

Crónicas

  • O Aprendiz de Feiticeiro (1971, 1979).

Antologia

  • Poesias (1945-1960) (1962);
  • Trabalho Poético (1976; 2003).