Archive for ‘MDP / CDE’

18 Outubro, 2012

APRESENTAÇÃO DO LIVRO SETEMBRO VERMELHO, DE CÂNDIDO FERREIRA, DA EDITORA MINERVA|COIMBRA (15 DE NOVEMBRO DE 2012)

FONTE: EDITORA MINERVA

Apresentação do livro Setembro Vermelho, de Cândido Ferreira, da Editora Minerva|Coimbra

15/Nov., Qui, 18h30, Associação 25 de Abril, Lisboa 

A apresentação estará a cargo de José Matos Pereira e José Dias (dirigentes da AAC em 1969 e 1970)

Principal romance até hoje editado sobre a Crise Académica de Coimbra de 1969

«SETEMBRO VERMELHO» de CÂNDIDO FERREIRA

«Cândido Ferreira é o paradigma do homem polifacetado, que coloca em tudo aquilo que empreende o preciosismo inerente à natureza da sua formação científica.

 De prestigiado clínico de vanguarda na sua disciplina, a crónico sonhador de uma sociedade de prevalência dos mais nobres valores do humanismo, Cândido Ferreira, na sua versatilidade, tanto é, com a mesma singeleza, um exponente da arte e do coleccionismo em Portugal, como um dos mais incansáveis lutadores pelas causas da gente simples, proscrita da justiça dos ricos.
Provido de indomável caráter, modelado pela homeose com o mesmo povo que moldou Carlos de Oliveira, arquétipo do neo-realismo português, Cândido Ferreira deu os primeiros passos na literatura retratando a genuinidade de uma paisagem humana insuspeitadamente facultosa.
O talento da sua escrita – designadamente em O Senhor Comendador e A Paixão do Padre Hilário – mereceu o imediato reconhecimento de várias publicações especializadas que, reiteradamente, lhe realçaram o valor literário.
Após algum tempo dedicado a causas de caráter predominantemente artístico e humanitário, Cândido Ferreira volta agora aos escaparates, oferecendo-
-nos Setembro Vermelho.
Trata-se, mais uma vez, de um trabalho de notável qualidade literária que, desde o início, conquista o leitor de múltiplos ponto de vista: desde logo pelo deleite de uma escrita onde o rigor e a harmonia da construção textual são sabiamente temperados com o bom humor e o “suspense” da ação romanesca; depois porque esta ação serve de pretexto para fazer História de alguns factos conhecidos – mas, mais importante de que isso, também de muitos meandros ignorados ou já, simplesmente, olvidados pela voragem do tempo – de um período da vida nacional que Coimbra e os seus estudantes contribuíram decisivamente para que fosse revolvido. Àqueles que tiveram o adrego histórico de neles participar, este livro oferece uma revisitação de duros mas sápidos tempos em que a coragem não era, para a juventude portuguesa, uma palavra vã; para aqueles que os não viveram, a leitura de Setembro Vermelho – para além de ser, a espaços, uma viagem quase voluptuosa por alguns dos meandros do pensamento humano – é uma extraordinária ocasião para, neste nosso mundo dedesvalores, ressuscitar o devaneio de que, quem tem a palavra e a vontade como únicas armas, pode conseguir vergar quem detém o poder.»
Manuel Cidalino Madaleno
Professor do Ensino Superior (Letras)
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13 Fevereiro, 2012

NOTAS BIOGRÁFICAS – LUÍS NUNO PINHEIRO DE AZEVEDO (Lisboa, 16/1/1925 – 26/6/2011)

Advogado desde 1948, ligado ao PCP, mas activo nos movimentos “unitários”.  Como advogado, foi o defensor (junto com os seus colegas de escritório Levy Baptista e José Lopes de Almeida) de muitos perseguidos e presos pela PIDE. A sua actividade estendeu-se à Comissão Nacional de Socorro aos  Presos Políticos, que praticamente funcionava no seu escritório de advocacia.  Depois do 25 de Abril, foi o advogado de muitas causas ligadas à esquerda comunista e aos seus companheiros de estrada, defendendo as cooperativas da Reforma Agrária, os militares afastados no 25 de Novembro, inclusive o Marechal Costa Gomes num processo movido pelo  Eng.° Jorge Jardim. Foi um impulsionador da  URAP União de Resistentes Antifascistas Portugueses), da Associação Portuguesa dos Juristas Democratas, e de uma  Fundação Internacional Racionalista (FIR), a que se dedicou “como pessoa que não aceitava quaisquer religiosidades ou misticismos“. Foi proposto como candidato “progressista” a Bastonário da Ordem dos Advogados, entidade que veio mais tarde a homenagear a sua carreira no foro.

 Militou no MDP/CDEl e depois na Associação Intervenção Democrática que ajudou a fundar e  de que foi Presidente da Assembleia Geral. Apoiante da revista Seara Nova teve papel activo na tentativa de a salvar através da criação de uma cooperativa e da transferência da sua propriedade para a Intervenção Democrática.

FONTES:

Avante!,  30 Junho 2011.

OA, Boletim da Ordem dos Advogados, 79-80, Junho-Julho 2011.

Seara Nova, 2011.

ANTT:

PT/TT/PIDE/E/010/133/26427

PIDE, Serviços Centrais, Registo Geral de Presos, liv. 133, registo n.º 26427