Archive for ‘Porto’

16 Junho, 2012

DOIS DOCUMENTOS PARA A HISTÓRIA DA OPOSIÇÃO NO PORTO

(Reproduzido de ESC, 1ª versão)

José da Silva , Relatório Crítico à Jornada do 31 de Janeiro, 7/2/1947

[Trata-se de um documento que revela as tensões dentro do MUD numa fase terminal, no início da guerra fria. Essas tensões vão levar à divisão da oposição entre os comunistas e não comunistas, consumada depois da campanha de Norton de Matos em 1949. José da Silva, um veterano militante comunista vindo dos anos vinte, foi um dos elementos essenciais da ruptura de 1949 que vai dar origem ao Movimento Nacional Democrático, controlado pelo PCP. Sobre José da Silva vale a pena ler os seus dois volumes das Memórias de Um Operário. Neste documento, publicado pela primeira vez, s críticas às hesitações legalistas e à falta de decisão dos órgãos dirigentes locais do MUD, assim como os elogios ao MUDJ são linhas de clivagem que se vão acentuar nos anos seguintes.]

1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8

 
Ruy Luís Gomes, Complemento ao Curricum Vitae de Ruy Luís Gomes (Vida Política)

[Trata-se de uma síntese da actividade política de Ruy Luís Gomes escrita pelo próprio, em complemento ao seu curriculo cíentifico e académico.]

1, 2, 3

Os originais dos documentos pertenciam a Corino de Andrade e uma cópia digital foi cedida por José Carlos Santos, a quem agradeço.

Em Anexo, uma convocatória do 31 de Janeiro de 1947

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7 Março, 2012

MANUEL COELHO DOS SANTOS (Vila Nova de Gaia, 27 de Fevereiro de 1927 – 9 de Fevereiro de 2012)

ACTUALIZADA

Advogado ligado aos círculos da oposição no Porto desde a década de cinquenta no século XX. Formado em Direito na Universidade de Coimbra, advogou no Porto desde 1952. Apoiou juridicamente vários presos políticos desde 1956-7, em particular nos processos do “Movimento da Paz”, por sugestão de Óscar Lopes, Arnaldo Mesquita, Mário Sacramento, e num dos  processos da LUAR. . Fez parte várias vezes das listas da oposição, em 1957 como membro do Grupo de Democratas Independentes do Porto; em 1969, como candidato da Comissão Eleitoral de Unidade Democrática (CEUD). Teve um papel activo no convite a Humberto Delgado para concorrer às eleições presidenciais em 1958, sendo o último sobrevivente do grupo do Porto que fez tal convite. Manteve uma longa ligação ao movimento socialista, pertencendo ao grupo original da Acção Socialista Portuguesa (ASP) em 1964-5, de que fez parte da Comissão Nacional, e depois à CEUD. Fez parte do  ” grupo (não exilado) dos fundadores e esteve na comissão nacional (grupo com funções de coordenação antes de haver estruturas eleitas) até ao 1º Congresso. Esteve em centenas de reuniões e comícios (e até na Comissão Administrativa da Câmara de Gaia, logo depois do 25 de Abril) pelo PS. No entanto,  nunca foi formalmente filiado no PS depois do 25 de Abril e mais tarde  “afastou-se discretamente do partido – nem chegou a ter cartão (tão considerado” fundador” então era) nem chegou a “desfiliar-se”. Saiu sem ruído.” (Aida Santos)

Afastou-se de Mário Soares e apoiou a candidatura de Salgado Zenha em 1985-6. Veio mais tarde a ligar-se como independente ao PSD, tendo sido eleito em 1987 para Assembleia da República, até 1991. A sua posição crítica em relação ao PSD veio a acentuar-se e no seu blogue essas críticas são expressas publicamente. Colaborador do Jornal de Notícias, deixa pronto um livro de memórias inédito intitulado Quando o Porto tinha Voz.

FONTES:

José Carlos Pereira, Diário de Felgueiras, 12 de, Fevereiro 2012.

Aida (Coelho) dos Santos, vários e-mail, Fevereiro-Março 2012.

FOTOS:
Manuel Coelho dos Santos entre Mário Cal Brandão e Humberto Delgado.
Num comício do PS ao lado de José Luís Nunes.

21 Fevereiro, 2012

MARIA ARMANDA GONÇALVES TELES (1932 – Porto, 4/6/2009)

Activista do MUDJ  desde o final da década de quarenta, e, mais tarde, nos anos cinquenta,  membro do PCP, conheceu na acção política aquele que viria a ser seu marido Hernâni Silva. Este foi fundador do MUDJ e  um dos mais importantes quadros do PCP no Norte do país, primeiro na actividade clandestina e depois na “legalidade”. A vida do casal foi assim marcada pelas vicissitudes geradas pela repressão e pelas sucessivas prisões de Hernâni Silva em 1949. 1953 e 1955, e pela passagem por várias cadeias no Porto,  no Aljube, em Caxias e em Peniche. Depois do 25 de Abril fez parte da comissão de gestão do Hospital de S. António no Porto, onde trabalhava como especialista de radiologia. No âmbito da sua profissão participou na fundação em 1975 do Sindicato dos Técnicos Paramédicos do Norte / Centro, que mais tarde veio a ser designado Sindicato Português das Ciências e Tecnologias da Saúde. Depois de enviuvar. em 1999, manteve a sua actividade na URAP do Porto, que veio a prestar-lhe uma homenagem quando da sua morte.

FONTES:

Avante!, 18 de Junho de 2009.

13 Fevereiro, 2012

NOTAS BIOGRÁFICAS – FRANCISCO RAÚL FIGUEIREDO DOS SANTOS (1946 – Porto, 8/7/2011)

Trabalhador da fábrica Alumínia, fez parte da célula do PCP da fábrica, participando nas lutas sociais antes e depois do 25 de Abril. Em 1975, “bateu-se corajosamente em defesa das instalaçöes do PCP e da USP-CGTP“. Foi dirigente do Sindicato dos Metalúrgicos do Porto. Nos últimos anos da sua vida, já muito debilitado, militava na sede da organização do Porto do PCP.

FONTE:

Avante!, 14 de Julho de 2011.