SEMINÁRIO: DE QUE É NOME O COMUNISMO? (LISBOA, 24-25 DE MAIO DE 2012)

FONTE:UNIPOP

 

Local: «Seu Vicente» Residências Artísticas (Rua da Boavista, n.º 46 – 1.º, Lisboa – http://seuvicenteresidencias.wordpress.com, localização aqui)

Datas: Dias 24 de Maio (18h30 às 20h30) e 25 de Maio (18h30 às 20h e 21h30 às 23h)
Organização: UNIPOP
Coordenação: Bruno Peixe Dias e José Neves
Apoio: «Seu Vicente» Residências Artísticas, c.e.m (centro em movimento), Câmara Municipal de Lisboa
A frequência do seminário é livre, mas pede-se aos interessados que efectuem uma inscrição prévia, enviando um e-mail com o nome para cursopcc@gmail.com.
Lugares limitados.
No final do seminário será emitido um certificado de frequência.
O comunismo, enquanto nome, ideia e projecto político, conhece, de há uns anos a esta parte, um novo fôlego, não só enquanto categoria teórica, nos trabalhos de filósofos como Alain Badiou, Michael Hardt e Antonio Negri, Slavoj Zizek, Gianni Vatimo, Jodi Dean ou Bruno Bosteels, mas também na própria prática política: a dos partidos e organizações que há muito se reclamam desse nome, mas também a de movimentos e agentes colectivos associados aos mais recentes ciclos de luta contra o capitalismo.
Trata-se, no caso destes movimentos e lutas, menos de pensar o comunismo como programa a realizar, mas antes de o conceber como processo de construção de novas formas do viver colectivo, necessariamente precárias, no aqui e no agora. Estas novas agências e movimentos assentam, na sua maioria, numa exigência de reapropriação colectiva do comum, numa palavra, de comunização, recusando, ao mesmo tempo, a lógica representacional e hierárquica que subjazeu à acção de partidos e organizações de classe ao longo do século XX.
Propomo-nos, nas três sessões deste workshop, discutir o comunismo como nome que designa a essência da política e, ao mesmo tempo, como designação com potencial para fazer sentido dos mais recentes ciclos de luta contra o capitalismo e pela igualdade.
Propomos, nesse sentido, alguns textos para discussão nas sessões:
Bruno Peixe Dias é investigador do Centro de Filosofia da Universidade de Lisboa e da Númena – Centro de Investigação em Ciências Sociais e Humanas. Elaborou uma tese de mestrado sobre Alain Badiou e coordenou, com José Neves, a edição do livro A Política dos Muitos. Povo, Classes e Multidão (2010), publicado pelas Edições Tinta-da-China.
José Neves é professor na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e é investigador do Instituto de História Contemporânea da mesma faculdade. Tem trabalhado sobre comunismo, nacionalismo, historiografia e desporto.
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