ACTIVIDADES DA CASA DA ACHADA (MARÇO 2012)

Casa da Achada - Centro Mário Dionísio
AMIGOS DE MÁRIO DIONÍSIO:
JOÃO JOSÉ COCHOFELSábado, 3 de Março, 16hNo sexto encontro de uma série de sessões intituladas «Amigos de Mário Dionísio» vamos falar de João José Cochofel.

Esta sessão, que pretende dar a conhecer o poeta e ensaísta João José Cochofel e chamar a atenção para a necessidade da leitura da sua obra, é organizada pelo fundador desta associação e professor catedrático António Pedro Pita, contando com a participação de Arquimedes da Silva Santos e Maria Eugénia Cochofel. Haverá uma pequena exposição de fotografias e livros do autor, originários do espólio de Mário Dionísio, que se encontra na Casa da Achada.

João José Cochofel e Mário Dionísio frequentaram as mesmas tertúlias, estiveram do mesmo lado nas polémicas do neo-realismo nos anos 50, colaboraram nos mesmos projectos, como a Vértice e a Gazeta Musical e de Todas as Artes.

Cochofel
MÁRIO DIONÍSIO
ESCRITOR E OUTRAS COISAS MAIS
Entrelinhas – o desenho em Mário Dionísio e os seus contemporâneos

Sábado, 31 de Março, 16h00

Nesta 3ª sessão sobre as várias facetas da obra de Mário Dionísio, acontece um encontro sobre o desenho na obra de Mário Dionísio e de outros artistas seus contemporâneos.

As intervenções irão incidir sobre vários aspectos do desenho dos anos 30 a 50 do século XX:
Paula Ribeiro Lobo
, curadora da exposição «Sonhar com as mãos: o desenho na obra de Mário Dionísio», patente na Casa da Achada até 20 de Abril, e investigadora na Universidade Nova de Lisboa falará do desenho na obra de Mário Dionísio. David Santos, director do Museu do Neo-Realismo, fará uma intervenção sobre o desenho neo-realista. O desenho surrealista em Portugal será tratado pelo historiador de arte Bruno Marques. Também será analisado o desenho em dois artistas em particular: Almada Negreiros por Filomena Serra e Maria Helena Vieira da Silva por Marina Bairrão Ruivo.

    «Autodidacta, Mário Dionísio reteve das leituras de André Lhote um “conselho” que influenciaria toda a sua produção pictórica e gráfica: “desenhar é preparar de antemão o lugar para a cor”. Desta concepção do desenho como meio para alcançar a pintura nunca conseguiu libertar-se. Mesmo na fase abstracta, a mão fugia para o traço colorido e contrariava a vontade de partir para as telas com grandes manchas de tinta: “O desenho prende-me e grande parte do esforço posterior será o de alterá-lo, disfarçá-lo, destruí-lo, esquecer-me dele o mais depressa possível”, escreveria num diário de 1983.»

Paula Ribeiro Lobo, «A necessidade de ver claro», Sonhar com as mãos – O desenho na obra de Mário Dionísio(2011)

MD
CICLO A PALETA E O MUNDO III

Segundas-feiras, 18h30

Segunda-feira, 27 de Fevereiro, 18h30

Na 3ª parte do ciclo «A Paleta e o Mundo» lemos obras que ou foram citadas em A Paleta e o Mundo de Mário Dionísio, ou obras de autores seus contemporâneos. Já lemos O elogio da mão e A vida e as formas de Henri Focillon, «Conflito e unidade da arte contemporânea» de Mário Dionísio, «A arte e a cultura popular» de Bento de Jesus Caraça.

Em Março continua a leitura de uma conferência deste último autor, «Algumas reflexões sobre a arte», com projecção de imagens, por José Smith Vargas.

«Tenho para mim, contudo, que a sua militância mais permanente, mais profunda e mais fecunda, aquela que o conserva vivo entre nós ainda hoje e vivo o conservará entre as gerações que hão-de vir, foi a que, sem repouso, exerceu no domínio da cultura: a sua acção pedagógica no sentido mais amplo da palavra – divulgando, dinamizando, despertando a necessidade de saber, a fome de saber, lutando sem descanso contra a acção pertinazmente obscurantista do fascismo, com a perfeita consciência da força revolucionária que a cultura em si mesma tem e sem a qual seria impossível “despertar a alma colec tiva das massas”, esse despertar co lectivo interior para que apelava e a que chamou “problema central do nosso tempo”.»
Mário Dionísio, «Bento de Jesus Caraça – Um sonhador de realidades futuras», Entre palavras e cores – alguns dispersos (1937-1990)

Após esta leitura, será a vez de Pedro Rodrigues ler textos de Fernando Lopes-Graça, autor também contemporâneo de Mário Dionísio.

Paleta e o Mundo
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