Archive for Março, 2012

31 Março, 2012

SEMINÁRIO PENSAMENTO CRÍTICO CONTEMPORÂNEO: FEMINISTAS, ANARQUISTAS, BADIOU, RANCIÈRE, NEGRI, BENSAID, ETC (ISCTE, 26 DE ABRIL A 18 DE MAIO DE 2012)

Seminário Pensamento Crítico Contemporâneo
A Unipop e a Associação de Estudantes do ISCTE-IUL organizam um seminário que pretende promover o debate sobre um conjunto de propostas teóricas que, posicionando-se criticamente face ao estado do mundo, têm procurado pensar as circunstâncias presentes e as alternativas que têm sido desenvolvidas no quadro da actual crise económica, mas também do ciclo de revoltas que, do Cairo a Wall Street, passando por Madrid, têm vindo a marcar o ritmo dos tempos que correm.
Ao longo de cinco sessões, o seminário colocará em confronto sensibilidades teórica e politicamente diversas que, organizando-se em torno de autores ou correntes, têm contribuído para a renovação do pensamento contemporâneo a nível da acção dos movimentos sociais, da pesquisa e investigação científicas ou ainda das práticas artísticas e culturais. Cada sessão contará com duas comunicações a cargo de investigadores que, da antropologia à filosofia, passando pela sociologia ou pela economia, entre outras áreas do saber, apresentarão os principais elementos de reflexão dos autores e correntes em questão, seguindo-se um breve comentário a cargo de um terceiro convidado que dará início a um período de debate entre todos os participantes no seminário.
O seminário destina-se a todas as pessoas interessadas em participar, independentemente da sua especialização profissional ou da sua situação académica.
 
Organização: UNIPOP (http://unipop.webnode.pt) e Associação de Estudantes do ISCTE-IUL (http://www.aeiscte.pt)
Local: ISCTE-IUL (Av. das Forças Armadas, Lisboa; Metro: Entrecampos / Cidade Universitária)
Datas: Dias 26 de Abril, 3, 10, 17 e 18 de Maio, das 18h às 20h30
Inscrições: 15 euros (inclui o acesso a todas as sessões e a todo o material em discussão no seminário).
A inscrição em sessão avulsa está limitada à disponibilidade de lugares, não sendo susceptível de reserva prévia. Nesse caso, o valor da inscrição é de 5 euros.
A inscrição deve ser feita por transferência bancária, através do NIB 0035 0127 00055573730 49, seguida de e-mail com o comprovativo para cursopcc@gmail.com.
Lugares limitados.
No final do curso será emitido um certificado de frequência.
Programa:
26 de Abril
Auditório B103
Gayatri Spivak: a subalternidade sexuada, por Adriana Bebiano
Lila Abu-Lughod e o movimento feminista, por Shahd Wadi
Comentário de Manuela Ribeiro Sanches
3 de Maio
Auditório B103
Daniel Bensaid, cientificidade e contratempo no marxismo, por Carlos Carujo
Possibilidades: anarquismo e antropologia em David Graeber, por Diogo Duarte
Comentário de Miguel Serras Pereira
10 de Maio
Auditório B103
Keynes e keynesianismos, por João Rodrigues
Negri e Hardt: Império, multidão e comum, por José Neves
Comentário de Ricardo Noronha
17 de Maio
Auditório B103
Jacques Rancière e a política da emancipação, por Manuel Deniz Silva
Axel Honneth e Jürgen Habermas: uso público da razão, luta pelo reconhecimento e crítica do capitalismo, por Gonçalo Marcelo
Comentário de João Pedro Cachopo
18 de Maio
Auditório B104
Alain Badiou e a hipótese comunista, por Bruno Peixe Dias
Giorgio Agamben ou a desactivação, por André Dias
Comentário de Miguel Cardoso
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30 Março, 2012

HISTORY WORKSHOP JOURNAL: Celia Hughes – Young Socialist Men in 1960s Britain: Subjectivity and Sociability (Resumo))

This article examines the political, social and psychological experiences of a group of young working-class men who in the early-to-mid 1960s became active members in branches of the Labour Party Young Socialists. Concentrated in London’s East End, these branches had become increasingly open to the politics of International Socialism, a tiny libertarian Trotskyist group that provided these young men with a political education and a social circle, and propelled them into a bourgeoning activist network. Activism in their groups occurred at a crucial moment of personal and political transition – social maturation from child to adult intersected with the formation of a new and distinctive extra-parliamentary culture on the British left that came to full fruition around Britain’s anti-war movement, the Vietnam Solidarity Campaign. The formation of this collection of inner lives occurred simultaneously in the context of real social and economic shifts in the men’s local landscapes as well as the wider international Cold War climate. Drawing upon oral history interviews with former Young Socialist members, this article explores the cultural and social expression of these working-class men, looking at subjectivity and gender to understand how their sub-culture provided for childhood structures of feeling and early class identity and to consider what meaning they derived from active socialist involvement. Against the historiography of sixties youthful protest politics, the men’s testimonies show that experiences of inner transformation were not exclusive to enclaves of Britain’s university students. The oral history interview provided a route through which to open up the subjective experience of early Trotskyist involvement and for the men to claim a valid space in the individual and collective memories of sixties political activism.

29 Março, 2012

WORKSHOP: Picturing Protests, Reflecting Revolutions (Zürcher Hochschule der Künste, Zurich, 27-28 de Abril de 2012)

FONTE: H-SOZ-U-KULT@ H-NET.MSU.EDU

Picturing Protests, Reflecting Revolutions

Das erste Panel widmet sich dem Strassenprotest. Nicht erst seit dem so genannten arabischen Frühling und der Occupy-Bewegung ist die Demonstration eine weltweit verbreitete Protestform. In ihr paart sich die Prozession mit dem physischen Protest, sie oszilliert zwischen Krawall und Karneval, Revolution und Reformation, Drohung und Denkmal. Auf welchen Wegen breitet(e) sich die Demonstration aus? Und wie kann dieser Frage anhand visueller Quellen und Fallstudien nachgegangen werden?

Das zweite Panel befasst sich mit den Revolutionsereignissen in Nordafrika und dem Nahen Osten. Mit einem Fokus unter anderem auf die Geschehnisse in Ägypten sollen dabei zwei Schwerpunkte gesetzt werden: zum einen stellt der erste Beitrag von Maria Röder Fragen nach der Rolle und Interaktion von (sozialen) Medien, bürgerschaftlichen Identitätskonstruktionen und den Transformationsprozessen in der ägyptischen Gesellschaft. Zum anderen wählt der zweite Beitrag von Sarah Farag einen geschlechterspezifischen Fokus und diskutiert die Beziehungen von Revolution, Nationsbildung und Geschlecht. Insbesondere anhand von ausgewähltem Bildmaterial soll visuellen und performativen Aspekten von Geschlecht, nationaler Identität und staatsphilosophischen Dimensionen nachgegangen werden und im Rahmen der aktuellen Transformationsprozesse in Nordafrika und im Nahen Osten diskutiert werden.

Das dritte wählt einen wissensgeschichtlichen Fokus der Auseinandersetzung mit Revolutionen. Dabei werden anhand dreier Beispiele die engen Verknüpfungen von politischen Revolutionen und Formen des Wissens diskutiert. Die ersten beiden Vorträge von Ingrid Kleeberg und Elisabeth Prinz diskutieren die Beziehungen des Wissens der Psychophysiologie sowie des politischen Körpers zu literarischen Darstellungen der Revolution in der ersten Hälfte des 19. Jahrhunderts. Der dritte Vortrag von Eva von Redecker befasst sich mit neueren Konfigurationen eines revolutionären Wissens im Spannungsfeld von (Post-)Marxismus, Gender-/Queertheorie und psychopolitischen Rhetoriken. Die Interferenzen von Wissen, Politik und Literatur werden im Panel in historischer Perspektive in den Blick genommen. Dabei wird auch die Frage gestellt, ob von einem ‚Wissen’, einer ‚Denkfigur’ oder einer ‚Poetik’ der Revolution gesprochen werden kann.

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29 Março, 2012

ARQUIVO DIGITALIZADO DE NELSON MANDELA

FONTE: Expresso

A Google em parceria com o Centro de Memória de Nelson Mandela disponibiliza a partir de hoje na Internet o arquivo digital de um dos maiores estadista do século XX.

Correspondência trocada com a família, colegas e amigos bem como diários escritos durante os 27 anos em que esteve preso, são algumas das relíquias disponíveis. Online estão ainda imagens raras da sua cela em Robben Island em 1970 e a fotografia mais antiga conhecida de Nelson Mandela.

“É possível pesquisar e navegar pelos arquivos e explorar em profundidade diferentes partes da vida e obra de Nelson Mandela: primeiros anos de vida, anos de prisão, Presidência, saída de cena, livros oferecidos a Mandela, os jovens, e os meus momentos com uma lenda”, pode ler-se um artigo hoje publicado no blogue oficial da Google.

Com sede em Joanesburgo, o Centro de Memória Nelson Mandela tem como principal missão documentar o percurso do homem que colocou um ponto final no regime de segregação racial na África do Sul.

The Nelson Mandela Digital Archive Project

24 Março, 2012

LENINIANA PORTUGUESA

24 Março, 2012

SOBRE PAULO FREIRE

FONTE: HREV

Andrew J. Kirkendall.  Paulo Freire and the Cold War Politics of Literacy,  Chapel Hill  University of North Carolina Press, 2010.

Reviewed by Marian B. Mollin (Virginia Tech)
Published on H-LatAm (March, 2012)
Commissioned by Dennis R. Hidalgo

Democracy, Justice, and the History of Paulo Freire’s World

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24 Março, 2012

ENCONTRO “VIDA E OBRA DE MARIA ARCHER – UMA MULHER DA DIÁSPORA” (LISBOA, 29 DE MARÇO DE 2012)

21 Março, 2012

CORPUS DOCUMENTAL DO PCP: BIBLIOTECA DE A INTERNACIONAL (1924-6)

19 Março, 2012

CENSURA – RELATÓRIO Nº 9274 (26 DE JANEIRO DE 1972) RELATIVO A “MEMÓRIAS DE UM OPERÁRIO” DE JOSÉ SILVA

NOTA: O livro de José Silva, um dos fundadores do PCP no Porto, contém uma memória da história do movimento operário vivida pelo autor com muita proximidade. O original, dactilografado com correcções manuscritas, deste e do II volume sobre a luta democrática nos anos quarenta e cinquenta, foi-me entregue por Maximiniano Silva, amigo próximo de José Silva, então já falecido. Por meu intermédio, foi publicado pela dupla de editores da Livraria Júlio Brandão de Vila Nova de Famalicão, Manuel Cunha e Macedo Varela, ambos membros do PCP na clandestinidade e activos na oposição. Escolhi a  fotografia, fiz o arranjo gráfico da capa e todo o trabalho de revisão. O livro foi proibido e os seus editores perseguidos pela PIDE. Os originais estão no meu arquivo.

Sobre a Livraria Júlio Brandão, ver

Amadeu Gonçalves, “Livraria Júlio Brandão (1971-1973)”, DoPresente, 18/9/2011.

José Pacheco Pereira, “Cadernos Vanguarda”; Ephemera, 18/7/2010.

19 Março, 2012

CONTINUA A MIGRAÇÃO E ACTUALIZAÇÃO DA BIBLIOGRAFIA

Continua a migração da  bibliografia da anterior versão dos ESC, faltando apenas as entradas que abaixo se encontram a vermelho. Uma vez migrada uma entrada, ela é “limpa” de gralhas e corrigida de critérios de uniformização, mas a actualização apenas começou. Desdobraram-se algumas entradas, mudaram-se títulos e está-se a melhorar a estrutura interna de cada entrada e s introduzir um sistema de referências cruzadas. É um processo lento e trabalhoso, mas está em curso. Esta bibliografia, se estivesse em papel, daria origem a um livro com mais de 350 páginas.

1 – BIBLIOGRAFIAS

2- LIVROS DE REFERÊNCIA, DICIONÁRIOS, ANUÁRIOS, ESTATÍSTICAS

3 – BIOGRAFIAS

4 – COLECÇÕES DE DOCUMENTOS

5 – OBRAS SOBRE VÁRIOS PARTIDOS  (INCLUINDO O PCP)

6- OBRAS GENÉRICAS SOBRE O PCP E A OPOSIÇÃO

7 – OBRAS SOBRE UM PERÍODO:

7.1 – HISTÓRIA DO SOCIALISMO E DO MARXISMO EM PORTUGAL

7. 2 – “SOVIETISMO” E “MAXIMALISMO” (1918 – 1921)

7. 4 – O PCP NA I REPÚBLICA (1921-1926)

7.3 – TRANSIÇÃO PARA O ESTADO NOVO (1926-1934)

7.5 – CLANDESTINIDADE – ANOS TRINTA (1935-1940)

7.6 – CLANDESTINIDADE – DA GUERRA AOS ANOS CINQUENTA (1940-1949)

7.7. CLANDESTINIDADE – ANOS CINQUENTA (1949-1960)

7.8 – CLANDESTINIDADE – ANOS SESSENTA ATÉ À QUEDA DE SALAZAR (1960-1968)

7.9  – CLANDESTINIDADE – “MARCELISMO” (1968-1974)

7.10 – 25 DE ABRIL DE 1974

8 – OBRAS DE BASE GEOGRÁFICA

9- ORGANIZAÇÕES DO PCP

9.1 – JUVENTUDES COMUNISTAS

9.x – PARTICIPARÃO DO PCP NOUTRAS ORGANIZAÇÕES

10 – CLANDESTINIDADE / ORGANIZAÇÃO/ MEMBROS / ORGANISMOS / FUNDOS / FINANCIAMENTOS

11- QUESTÕES INTERNAS / POLÉMICAS/ PRODUÇÃO TEÓRICA

12 – AGRICULTURA, CAMPONESES, TRABALHADORES RURAIS E  REFORMA AGRÁRIA

13 –LUTAS SOCIAIS, RESISTÊNCIA OPERÁRIA E  SINDICATOS

14 – JUVENTUDE

15- MULHERES, CONDIÇÃO FEMININA E FEMINISMO

16 – QUESTÃO MILITAR

17- COLÓNIAS, COLONIALISMO E GUERRA COLONIAL

18- CIÊNCIA, CULTURA, ARTE E LITERATURA / INTELECTUAIS

19 – IGREJA / RELIGIÃO E OPOSIÇÃO CRISTÃ AO ESTADO NOVO

20. MENTALIDADE / VIDA PESSOAL

21- SISTEMA, RELAÇÕES E CONTACTOS INTERNACIONAIS

22 – REPRESSÃO, PIDE, TRIBUNAIS E  PRISÕES

23 – IMPRENSA / AGITAÇÃO / PROPAGANDA

24 – OUTROS MOVIMENTOS OPOSICIONISTAS, ANARQUISTAS, SOCIALISTAS, RADICAIS, EXTREMISTAS E COMUNISTAS

25 – DIVERSOS

17 Março, 2012

CORPUS DOCUMENTAL DO PCP: ETIENNE ANTONELLI – A RÚSSIA SOVIÉTICA

 

NOTA: O livro de Antonelli, traduzido por Manuel Ribeiro, foi das primeiras obras a divulgar a Revolução Russa publicada em Portugal. Teve uma primeira edição em 1919 e outra em 1921.

15 Março, 2012

ADELINO LYON DE CASTRO – O FARDO DAS IMAGENS (1945-1953) – EXPOSIÇÃO NO MUSEU DO NEO-REALISMO

FONTE: Museu do Neo-Realismo

12 Março, 2012

EMISSÕES DA RÁDIO PORTUGAL LIVRE (1952-1974) EM LINHA

 

No âmbito das comemorações do 50º aniversário da Rádio Portugal Livre, o PCP passou a disponibilizar um conjunto de materiais da sua emissora, assim como artigos da imprensa clandestina sobre a rádio.  Trata-se de mais uma importante contribuição para a história da oposição portuguesa, assim como do próprio PCP.

12 Março, 2012

FAUSTINO BRETES (1902-1986) – DADOS BIOGRÁFICOS NAS PUBLICAÇÕES DE TORRES NOVAS

Encontram-se dispersos em várias publicações de e sobre Torres Novas, sua terra natal, vários dados biográficos sobre Faustino Bretes, operário, sindicalista revolucionário, fundador do PCP, revolucionário do “reviralho” e activo militante associativo e colaborador da imprensa regional. Para além de uma pequena biografia, que acompanha o seu texto biográfico sobre a actriz Virginia, existe outra no livro de Joaquim Rodrigues Bicho, Torrejanos de Vulto, Câmara Municipal, 1999.  Há igualmente uma biografia de Bretes em António Maria Lopes Santos, “As figuras da República: biografias”, Nova Augusta, Número especial sobre a República, 2010.

12 Março, 2012

APRESENTAÇÃO NO MONTIJO DAS MEMÓRIAS DE EDMUNDO PEDRO (16 DE MARÇO DE 2012)

10 Março, 2012

MIGRAÇÃO E ACTUALIZAÇÃO DAS BIBLIOGRAFIAS

Começou a lenta e trabalhosa migração das bibliografias das versões anteriores dos ESTUDOS para a versão actual. Como se pode ver em cima, nas páginas fixas, algumas secções já migraram e conheceram uma muito rudimentar actualização com a colocação das capas publicadas em ACTUALIZAÇÃO DAS BIBLIOGRAFIAS – ALGUNS LIVROS E BROCHURAS A ACRESCENTAR e de algumas entradas relativas a 2012. Pouco a pouco, a migração continuará, com uma nova organização, a que se seguirá a actualização de livros, artigos e publicações em linha.

9 Março, 2012

PUBLICAÇÃO EM LINHA DA III SÉRIE DE O MILITANTE CLANDESTINO

O PCP deu um contributo importante para o conhecimento da sua história com a publicação em linha dos números de O Militante clandestino que tem nos seus arquivos. Não é uma colecção completa, mas faltam muito poucos números. Juntamente com idêntica colecção de O Comunista, do Avante!, do Marinheiro Vermelho e do Têxtil,  fica assim disponível à consulta pública um núcleo muito significativo da imprensa do PCP.

9 Março, 2012

COMEMORAÇÕES DO 50º ANIVERSÁRIO DA CRISE ACADÉMICA DE 1962

7 Março, 2012

MANUEL COELHO DOS SANTOS (Vila Nova de Gaia, 27 de Fevereiro de 1927 – 9 de Fevereiro de 2012)

ACTUALIZADA

Advogado ligado aos círculos da oposição no Porto desde a década de cinquenta no século XX. Formado em Direito na Universidade de Coimbra, advogou no Porto desde 1952. Apoiou juridicamente vários presos políticos desde 1956-7, em particular nos processos do “Movimento da Paz”, por sugestão de Óscar Lopes, Arnaldo Mesquita, Mário Sacramento, e num dos  processos da LUAR. . Fez parte várias vezes das listas da oposição, em 1957 como membro do Grupo de Democratas Independentes do Porto; em 1969, como candidato da Comissão Eleitoral de Unidade Democrática (CEUD). Teve um papel activo no convite a Humberto Delgado para concorrer às eleições presidenciais em 1958, sendo o último sobrevivente do grupo do Porto que fez tal convite. Manteve uma longa ligação ao movimento socialista, pertencendo ao grupo original da Acção Socialista Portuguesa (ASP) em 1964-5, de que fez parte da Comissão Nacional, e depois à CEUD. Fez parte do  ” grupo (não exilado) dos fundadores e esteve na comissão nacional (grupo com funções de coordenação antes de haver estruturas eleitas) até ao 1º Congresso. Esteve em centenas de reuniões e comícios (e até na Comissão Administrativa da Câmara de Gaia, logo depois do 25 de Abril) pelo PS. No entanto,  nunca foi formalmente filiado no PS depois do 25 de Abril e mais tarde  “afastou-se discretamente do partido – nem chegou a ter cartão (tão considerado” fundador” então era) nem chegou a “desfiliar-se”. Saiu sem ruído.” (Aida Santos)

Afastou-se de Mário Soares e apoiou a candidatura de Salgado Zenha em 1985-6. Veio mais tarde a ligar-se como independente ao PSD, tendo sido eleito em 1987 para Assembleia da República, até 1991. A sua posição crítica em relação ao PSD veio a acentuar-se e no seu blogue essas críticas são expressas publicamente. Colaborador do Jornal de Notícias, deixa pronto um livro de memórias inédito intitulado Quando o Porto tinha Voz.

FONTES:

José Carlos Pereira, Diário de Felgueiras, 12 de, Fevereiro 2012.

Aida (Coelho) dos Santos, vários e-mail, Fevereiro-Março 2012.

FOTOS:
Manuel Coelho dos Santos entre Mário Cal Brandão e Humberto Delgado.
Num comício do PS ao lado de José Luís Nunes.

5 Março, 2012

EXPOSIÇÃO “GUERRA COLONIAL – TARRAFAL 30 ANOS DEPOIS” (SPA, 8 de Março de 2012)

5 Março, 2012

FOTOGRAFIA ESTEREOSCÓPICA DO NOVO CLUBE DOS TRABALHADORES EM MOSCOVO (Anos trinta)

5 Março, 2012

COMUNISMO E MOVIMENTO COMUNISTA INTERNACIONAL – NOVOS ARTIGOS

FONTE Laboratorium

Yulia Gradskova,  “Internationalist Education” and Solidarity with Chile and Latin America in the Late Soviet Period—Between Geopolitics, Protest, and Self-realization? “, Laboratorium., 2011. Vol. 3, no. 3

Síntese:

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3 Março, 2012

LIVRO DE JOSÉ HIPÓLITO SANTOS SOBRE A REVOLTA DE BEJA

FONTE: José Hipólito Santos

3 Março, 2012

BIBLIOGRAFIA SOBRE O COMUNISMO PORTUGUÊS E A OPOSIÇÃO À DITADURA (2012)

EM ACTUALIZAÇÃO

Para iniciar o processo de actualização das bibliografias (que podem ser consultadas na versão anterior dos ESTUDOS com entradas até 2009) passam a ser registadas novas entradas para o ano actual, e depois será feita um actualização retrospectiva. Mantém-se em parte a estrutura temática das entradas, embora se introduzam algumas alterações de modo a organizar melhor a sua  sistematização, em particular para melhor integrar as referências bibliográficas aos movimentos, personalidades e eventos relativos á oposição à ditadura em geral. A estrutura alterada que vamos utilizar passa a fazer parte do conjunto da bibliografia, neste caso anual. A prazo as entradas anuais passarão a ser integradas na estrutura temática global.

1 – BIBLIOGRAFIAS

2- LIVROS DE REFERÊNCIA, DICIONÁRIOS, ANUÁRIOS, ESTATÍSTICAS

3 – BIOGRAFIAS

CARVALHO, JOAQUIM BARRADAS DE

Tiago Brandão, “Migração cientifica no quadro do Estado Novo. O caso de Joaquim Barradas de Carvalho”, Seara Nova, Janeiro de 2012.

COSTA, HELDER

“O dramaturgo das grandes figuras da cultura e da história”, Autores, 2012.

LEAL, AMÉRICO

“Nos 90 anos de Américo Leal”, Alentejo Popular, 26 de Janeiro de 2012.

SANTOS, NUNO RODRIGUES DOS

Maria Emília Brederode Santos, “Nuno Rodrigues dos Santos. O republicano crítico”; Seara Nova, Janeiro de 2012.

4 – COLECÇÕES DE DOCUMENTOS

5 – OBRAS SOBRE VÁRIOS PARTIDOS  (INCLUINDO O PCP)

6- OBRAS GENÉRICAS SOBRE O PCP E A OPOSIÇÃO

7 – OBRAS SOBRE UM PERÍODO:

7.1 – HISTÓRIA DO SOCIALISMO E DO MARXISMO EM PORTUGAL

Luís Carvalho, “A primeira biografia portuguesa de Karl Marx”, Região de Rio Maior, 24 de Fevereiro de 2012.

[Sobre a biografia de Emílio Costa.]

7. 2 – “SOVIETISMO” E “MAXIMALISMO” (1918 – 1921)

7. 4 – O PCP NA I REPÚBLICA (1921-1926)

7.3 – TRANSIÇÃO PARA O ESTADO NOVO (1926-1934)

7.5 – CLANDESTINIDADE – ANOS TRINTA (1935-1940)

7.6 – CLANDESTINIDADE – DA GUERRA AOS ANOS CINQUENTA (1940-1960)

7.7 – CLANDESTINIDADE – ANOS SESSENTA ATÉ À QUEDA DE SALAZAR (1960-1968)

7.8  – CLANDESTINIDADE – “MARCELISMO” (1968-1974)

7.9 – 25 DE ABRIL DE 1974

8 – OBRAS DE BASE GEOGRÁFICA

9- ORGANIZAÇÕES DO PCP

9.1 – JUVENTUDES COMUNISTAS

9.x – PARTICIPARÃO DO PCP NOUTRAS ORGANIZAÇÕES

10 – CLANDESTINIDADE / ORGANIZAÇÃO/ MEMBROS / ORGANISMOS / FUNDOS / FINANCIAMENTOS

11- QUESTÕES INTERNAS / POLÉMICAS/ PRODUÇÃO TEÓRICA

12 – CAMPONESES / REFORMA AGRÁRIA

13 – SINDICATOS

14 – JUVENTUDE

15- MULHERES

16 – QUESTÃO MILITAR

17- COLÓNIAS E COLONIALISMO

18- ARTE E LITERATURA / INTELECTUAIS

Luís Miguel Queirós, “O neo-realismo revisitado”, Público – Suplemento P2, 10 de Fevereiro de 2012.

19 – IGREJA / RELIGIÃO

20. MENTALIDADE / VIDA PESSOAL

Susana Moreira Marques, “Amor em tempos de luta”, Pública, 12 de Fevereiro de 2012.

[Depoimentos biográficos de Manuel Pedro, Faustina Barradas, José Carlos Almeida, Domicília Costa, Álvaro Pato, Teodósia Gregório, Maria Brito, Raul Costa,  Raimundo Narciso, Maria Machado sobre a vida afectiva nas condições de clandestinidade.]

21- RELAÇÕES INTERNACIONAIS

22 – REPRESSÃO / PRISÕES

23 – IMPRENSA / AGITAÇÃO / PROPAGANDA

SEARA NOVA

Paulo Archer de Carvalho, “Três notas sobre a modernidade da Seara Nova (1920-30)”, Seara Nova, Janeiro de 2012.

“Conferência. O Projecto da Seara Nova”, Seara Nova, Janeiro de 2012.

24 – OUTROS MOVIMENTOS OPOSICIONISTAS, ANARQUISTAS, SOCIALISTAS, RADICAIS, EXTREMISTAS E COMUNISTAS

25 – DIVERSOS

3 Março, 2012

“LIVROS QUE TOMAM PARTIDO” (BIBLIOTECA MUSEU REPÚBLICA E RESISTÊNCIA, 6, 13, 20 DE MARÇO DE 2012)

FONTE: Flamarion Maués

2 Março, 2012

NOVOS FUNDOS SOBRE A REVOLUÇÃO HÚNGARA DE 1956 NA OPEN SOCIETY ARCHIVES (OSA)

FONTE: New Sources on the 1956 Hungarian Revolution

filermanIn the past few months, OSA acquired two collections to complement its already rich archives on the 1956 Hungarian Revolution.

The first was donated by Professor Gary Filerman, one of the founders and long-time board members of the American Refugee Committee. In 1956-57, under the auspices of the World University Service, Filerman was the director of the student reception center at Camp Kilmer in New Jersey. His task was to process and place Hungarian refugee students entering the US under special immigration permits.

The documents from his experience there include official manuals and reports on the operation of the camp, letters from officials and former students, a few publications, as well as photographs on fighting in Budapest and everyday life in the camp. See HU OSA 412.

The other donation contains the personal papers of Gábor Magos (1914-2000), an agricultural engineer and politician, and a prominent member of the intellectual circle around Prime Minister Imre Nagy during the Hungarian revolt. Among others, he was responsible for liaising between the revolutionary government and the police forces in Budapest. In November-December 1956, Magos was involved in activities against the newly established Kádár government, including preparation of political documents and secret meetings with foreign diplomats. In the last days of 1956 he escaped to Vienna, then went on to Switzerland, and testified before the UN Special Committee on the Problem of Hungary as Witness XXX.

His papers include original documents relating to the revolution and his life in emigration, articles and unpublished manuscripts, interviews, correspondence with the UN and fellow émigrés, and rare Hungarian publications printed in exile.

The documents were preserved, arranged and donated to OSA by his widow, Judit Gimes-Magos, who is the sister of Miklós Gimes, a journalist and politician executed together with Imre Nagy in 1958.

1 Março, 2012

ACTIVIDADES DA CASA DA ACHADA (MARÇO 2012)

Casa da Achada - Centro Mário Dionísio
AMIGOS DE MÁRIO DIONÍSIO:
JOÃO JOSÉ COCHOFELSábado, 3 de Março, 16hNo sexto encontro de uma série de sessões intituladas «Amigos de Mário Dionísio» vamos falar de João José Cochofel.

Esta sessão, que pretende dar a conhecer o poeta e ensaísta João José Cochofel e chamar a atenção para a necessidade da leitura da sua obra, é organizada pelo fundador desta associação e professor catedrático António Pedro Pita, contando com a participação de Arquimedes da Silva Santos e Maria Eugénia Cochofel. Haverá uma pequena exposição de fotografias e livros do autor, originários do espólio de Mário Dionísio, que se encontra na Casa da Achada.

João José Cochofel e Mário Dionísio frequentaram as mesmas tertúlias, estiveram do mesmo lado nas polémicas do neo-realismo nos anos 50, colaboraram nos mesmos projectos, como a Vértice e a Gazeta Musical e de Todas as Artes.

Cochofel
MÁRIO DIONÍSIO
ESCRITOR E OUTRAS COISAS MAIS
Entrelinhas – o desenho em Mário Dionísio e os seus contemporâneos

Sábado, 31 de Março, 16h00

Nesta 3ª sessão sobre as várias facetas da obra de Mário Dionísio, acontece um encontro sobre o desenho na obra de Mário Dionísio e de outros artistas seus contemporâneos.

As intervenções irão incidir sobre vários aspectos do desenho dos anos 30 a 50 do século XX:
Paula Ribeiro Lobo
, curadora da exposição «Sonhar com as mãos: o desenho na obra de Mário Dionísio», patente na Casa da Achada até 20 de Abril, e investigadora na Universidade Nova de Lisboa falará do desenho na obra de Mário Dionísio. David Santos, director do Museu do Neo-Realismo, fará uma intervenção sobre o desenho neo-realista. O desenho surrealista em Portugal será tratado pelo historiador de arte Bruno Marques. Também será analisado o desenho em dois artistas em particular: Almada Negreiros por Filomena Serra e Maria Helena Vieira da Silva por Marina Bairrão Ruivo.

    «Autodidacta, Mário Dionísio reteve das leituras de André Lhote um “conselho” que influenciaria toda a sua produção pictórica e gráfica: “desenhar é preparar de antemão o lugar para a cor”. Desta concepção do desenho como meio para alcançar a pintura nunca conseguiu libertar-se. Mesmo na fase abstracta, a mão fugia para o traço colorido e contrariava a vontade de partir para as telas com grandes manchas de tinta: “O desenho prende-me e grande parte do esforço posterior será o de alterá-lo, disfarçá-lo, destruí-lo, esquecer-me dele o mais depressa possível”, escreveria num diário de 1983.»

Paula Ribeiro Lobo, «A necessidade de ver claro», Sonhar com as mãos – O desenho na obra de Mário Dionísio(2011)

MD
CICLO A PALETA E O MUNDO III

Segundas-feiras, 18h30

Segunda-feira, 27 de Fevereiro, 18h30

Na 3ª parte do ciclo «A Paleta e o Mundo» lemos obras que ou foram citadas em A Paleta e o Mundo de Mário Dionísio, ou obras de autores seus contemporâneos. Já lemos O elogio da mão e A vida e as formas de Henri Focillon, «Conflito e unidade da arte contemporânea» de Mário Dionísio, «A arte e a cultura popular» de Bento de Jesus Caraça.

Em Março continua a leitura de uma conferência deste último autor, «Algumas reflexões sobre a arte», com projecção de imagens, por José Smith Vargas.

«Tenho para mim, contudo, que a sua militância mais permanente, mais profunda e mais fecunda, aquela que o conserva vivo entre nós ainda hoje e vivo o conservará entre as gerações que hão-de vir, foi a que, sem repouso, exerceu no domínio da cultura: a sua acção pedagógica no sentido mais amplo da palavra – divulgando, dinamizando, despertando a necessidade de saber, a fome de saber, lutando sem descanso contra a acção pertinazmente obscurantista do fascismo, com a perfeita consciência da força revolucionária que a cultura em si mesma tem e sem a qual seria impossível “despertar a alma colec tiva das massas”, esse despertar co lectivo interior para que apelava e a que chamou “problema central do nosso tempo”.»
Mário Dionísio, «Bento de Jesus Caraça – Um sonhador de realidades futuras», Entre palavras e cores – alguns dispersos (1937-1990)

Após esta leitura, será a vez de Pedro Rodrigues ler textos de Fernando Lopes-Graça, autor também contemporâneo de Mário Dionísio.

Paleta e o Mundo