Archive for Fevereiro, 2012

27 Fevereiro, 2012

CORPUS DOCUMENTAL DO PCP: COMITÉ REGIONAL DE LISBOA DO SVI – TARJETAS [S.D., 103?]

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27 Fevereiro, 2012

CORPUS DOCUMENTAL DO PCP: SECRETARIADO DO COMITÉ REGIONAL DE LISBOA DO PCP – AO PROLETARIADO REVOLUCIONÁRIO DE LISBOA!, [S.D., 1931?]

25 Fevereiro, 2012

CORPUS DOCUMENTAL DO PCP: DIRECÇÃO DA ORGANIZAÇÃO REGIONAL DO SUL DO PCP – OPERÁRIOS AGRÍCOLAS DO SUL! AVANTE POR UMA GRANDE JORNADA DO 1º DE MAIO! (Março de 1965)

25 Fevereiro, 2012

CORPUS DOCUMENTAL DO PCP: APELO DOS PARTIDOS COMUNISTAS DOS PAÍSES CAPITALISTAS DA EUROPA A TODOS OS TRABALHADORES A TODOS OS DEMOCRATAS (Roma, 25 de Novembro de 1959)

25 Fevereiro, 2012

CORPUS DOCUMENTAL DO PCP: SECRETARIADO DA O.R.E. SECÇÃO DO PARTIDO COMUNISTA NO EXÉRCITO – [SEM TÍTULO], (Sem data, anos trinta.)

25 Fevereiro, 2012

CORPUS DOCUMENTAL DO PCP: SVI – AO MINISTRO DAS FINANÇAS [Abril? 1934]

24 Fevereiro, 2012

CORPUS DOCUMENTAL DO PCP: APELO DO PARTIDO COMUNISTA (SPIC), s.d. [Anos trinta]

24 Fevereiro, 2012

NOVOS LIVROS; JAMIL HASANLI, STALIN AND THE TURKISH CRISIS OF THE COLD WAR, 1945-1953

FONTE: Cold War International History Project

Jamil Hasanli, former Wilson Center scholar and professor of history at Baku State University  explore the ups and downs of Soviet-Turkish relations during and immediately after World War II. Hasanli draws on declassified archive documents from the United States, Russia, Armenia, Georgia, Turkey, and Azerbaijan to recreate a picture of the time when the ‘Turkish crisis’ of the Cold War broke out explaining why and how the friendly relations between the USSR and Turkey escalated into enmity, led to the increased confrontation between these two countries, and ended up with Turkey’s entry into NATO. Hasanli uses recently-released Soviet archive documents to shed light on some dark points of the Cold War era and the relations between the Soviets and the West.

23 Fevereiro, 2012

COLÓQUIO: LES PARTIS COMMUNISTES FRANÇAIS ET ITALIEN ET LA NOUVELLE GAUCHE DANS LES ANNÉES SOIXANTE

FONTE: Fondation Gabriel Péri

Fondation Gabriel Péri
11 rue Étienne Marcel, Pantin
métro ligne 5, station Hoche
Plan d’accès)

A travers la présentation des nouvelles recherches sur l’histoire politique et culturelle du PCF et du PCI, trois intervenants analyseront certains aspects du rapport des deux partis avec les nouvelles expressions idéologiques et culturelles, et avec les formes de mobilisation politique et sociale qui se développent dans les années soixante.

Interventions :

  • Giulia Strippoli (Université de Turin) :
    « PCI et PCF face A la politisation des jeunes »
  • Roberto Colozza (Fondation Nationale de Sciences Politiques, Paris) :
    « Nouvelle gauche, nouvelles gauches. Le Parti socialiste unifié (PSU) et le Partito socialista italiano di unità proletaria (PSIUP), 1960-1972 »
  • Julien Hage, ( Université de Bourgogne) :
    « Décloisonnements et concurrences : l’édition d’extrême gauche rivale des éditions communistes en sciences humaines et sociales »

Discussion coordonnée par Jean Vigreux, Professeur d’Histoire Contemporaine, Université de Franche-Comté.

22 Fevereiro, 2012

CORPUS DOCUMENTAL DO PCP: FEDERAÇÃO DE SOLIDARIEDADE / SECÇÃO PORTUGUESA DO SOCORRO VERMELHO INTERNACIONAL – DOS PRESOS POLÍTICOS DE PENICHE AO POVO PORTUGUÊS (Maio 1936)

21 Fevereiro, 2012

CORPUS DOCUMENTAL DO PCP: COMITÉ REGIONAL DE LISBOA DO PCP – MADRID SERÁ O TÚMULO DO FASCISMO! (Dezembro de 1936)

21 Fevereiro, 2012

MARIA ARMANDA GONÇALVES TELES (1932 – Porto, 4/6/2009)

Activista do MUDJ  desde o final da década de quarenta, e, mais tarde, nos anos cinquenta,  membro do PCP, conheceu na acção política aquele que viria a ser seu marido Hernâni Silva. Este foi fundador do MUDJ e  um dos mais importantes quadros do PCP no Norte do país, primeiro na actividade clandestina e depois na “legalidade”. A vida do casal foi assim marcada pelas vicissitudes geradas pela repressão e pelas sucessivas prisões de Hernâni Silva em 1949. 1953 e 1955, e pela passagem por várias cadeias no Porto,  no Aljube, em Caxias e em Peniche. Depois do 25 de Abril fez parte da comissão de gestão do Hospital de S. António no Porto, onde trabalhava como especialista de radiologia. No âmbito da sua profissão participou na fundação em 1975 do Sindicato dos Técnicos Paramédicos do Norte / Centro, que mais tarde veio a ser designado Sindicato Português das Ciências e Tecnologias da Saúde. Depois de enviuvar. em 1999, manteve a sua actividade na URAP do Porto, que veio a prestar-lhe uma homenagem quando da sua morte.

FONTES:

Avante!, 18 de Junho de 2009.

21 Fevereiro, 2012

CORPUS DOCUMENTAL DO PCP: ORGANIZAÇÃO REGIONAL DO NORTE DO PCP – AS ELEIÇÕES NÃO SERÃO LIVRES! (Fevereiro de 1949)

21 Fevereiro, 2012

CORPUS DOCUMENTAL DO PCP: COMITÉ REGIONAL DE LISBOA DA FJCP – PROLETÁRIOS DE TODOS OS PAÍSES, UNI-VOS! (Janeiro de 1933)

21 Fevereiro, 2012

CORPUS DOCUMENTAL DO PCP: COMITÉ REGIONAL DO DOURO DO PCP – POVO DO NORTE DE PORTUGAL! (Março de 1945)

NOTA: há referências nas informações da Legião Portuguesa (datadas de Abril de 1945) de que este panfleto foi distribuído no Porto e em Braga.

21 Fevereiro, 2012

DIMAS SOARES LOPES PEREIRA (Olhão, 16/9/1921 – Setúbal, 3/5/2009)

Nascido em Olhão, foi muito novo para Casablanca (Marrocos), com o pai, militante anarco-sindicalista.  Aí estudou e começou muito cedo a trabalhar como caixa num grupo de padarias. Regressa a Portugal em 1942, e vai trabalhar para uma fábrica de conservas no Algarve, no sector da exportação, devido ao seu conhecimento de línguas.. Em 1946,  adere ao PCP e sofre várias prisões entre 1958 e 1969. Em 1967, vem para  Setúbal trabalhar no mesmo sector, conhecendo Zeca Afonso. Junto com ele, Tito Lívio,  e Carlos Tavares da Silva funda, em 1969,   o Círculo Cultural de Setúbal.

Músico desde muito novo, acordeonista, começou a tocar em bailes em Marrocos e depois com vários artistas ainda no Algarve. Animou diversos grupos musicais e era presença comum nas colectividades locais. Gravou com Zeca Afonso  e com os “Galés” em disco, e participou , em vários  grupos musicais para além de  “Os Galés”, a  “Banda do Andarilho”, “D`Traz da Guarda”, “Os Amigos de Lagameças” e “Os Amigos do Kanto”.

Na  manifestação do Primeiro de Maio de 1974, em Setúbal, falou em nome do PCP, o que revela a consideração que a estrutura clandestina do partido tinha pela sua acção ao convida-lo para tal função de grande valor simbólico. No entanto, não se coibiu de participar com Zeca Afonso no disco “Viva o poder popular” (1975), editado pela Liga da Unidade e Acção Revolucionário (LUAR) e no LP  “Enquanto há força” (1978). Em 2007, foi alvo de uma grande homenagem num espectáculo musical no Fórum Luisa Todi. Depois do 25 de Abril, foi funcionário do Sindicato dos Trabalhadores das Industrias Metalúrgicas e Metalomecânicas do Sul, e estava organizado no PCP na freguesia de São Julião.

FONTES:

Entrevista a O Setubalense, 8 de Outubro de 2007.

Homenagem a Dimas Pereira

Etc & Tal

“Duas centenas despediram-se ontem de Dimas Pereira” , Associação José Afonso

Avante!, 7 de Maio de 2009.

ANTT:

PT/TT/PIDE/E/010/117/23365 (1958-11-14  a 1969-05-05)

PIDE, Serviços Centrais, Registo Geral de Presos, liv. 117, registo n.º 23365
20 Fevereiro, 2012

JOSÉ VIEGAS DE SOUSA (Montijo, 1912 – 22/7/2010)

Operário corticeiro, simpatizante e depois militante do PCP, teve papel activo na distribuição da imprensa clandestina e na angariação de fundos para os presos políticos. Depois do 25 de Abril, dedicou-se ao trabalho na Festa do Avante!. O Avante! refere que era um “grande conversador”.

FONTES:

Avante!, 30 de Setembro de 2010.

20 Fevereiro, 2012

CORPUS DOCUMENTAL DO PCP: CC DO PCP – AOS GRÁFICOS! (Agosto 1943)

20 Fevereiro, 2012

CORPUS DOCUMENTAL DO PCP: COMISSÃO POLÍTICA DO COMITÉ CENTRAL DO PCP – CONTRA A EXPULSÃO DO GENERAL HUMBERTO DELGADO DO PAÍS (10 DE OUTUBRO DE 1958)

20 Fevereiro, 2012

CORPUS DOCUMENTAL DO PCP: FEDERAÇÃO DAS JUVENTUDES COMUNISTAS PORTUGUESAS – SELOS PARA OBTENÇÃO DE FUNDOS (Anos trinta)

20 Fevereiro, 2012

CORPUS DOCUMENTAL DO PCP: FEDERAÇÃO DAS JUVENTUDES COMUNISTAS PORTUGUESAS – PROTECÇÃO ÀS CRIANÇAS MISERÁVEIS! (Novembro 1936)

20 Fevereiro, 2012

CORPUS DOCUMENTAL DO PCP: COMITÉ REGIONAL DO DOURO DO PCP – LUTEMOS CONTRA O TERROR NAZI-FASCISTA! [1945]

20 Fevereiro, 2012

CORPUS DOCUMENTAL DO PCP: COMITÉ REGIONAL DE LISBOA DO PCP – O GOVERNO DE SALAZAR ASSASSINA MAIS UM TRABALHADOR ANTI-FASCISTA! [1937]

20 Fevereiro, 2012

CORPUS DOCUMENTAL DO PCP: O PARTIDO COMUNISTA PERANTE A OPINIÃO PÚBLICA (Maio 1931)

20 Fevereiro, 2012

CORPUS DOCUMENTAL DO PCP: CONTRA O NACIONAL-SINDICALISMO! (Maio-Junho de 1933)

NOTA: a reprodução de documentos do PCP (e organizações conexas)  existentes no meu ARQUIVO / BIBLIOTECA, abrangendo a I República (1921-1926) e a clandestinidade (1926-1974), será duplicada no EPHEMERA. Porém,  nos ESTUDOS SOBRE O COMUNISMO, dada a natureza mais especializada desta publicação, eles serão inseridos numa série própria, com diferente organização e acompanhados por notas complementares. Este corpus terá também um índice próprio.

Este panfleto foi recolhido na Marinha Grande, onde foi amplamente distribuído.

20 Fevereiro, 2012

CENTER FOR RUSSIAN, EAST EUROPEAN, AND EURASIAN STUDIES (CREES): GULAG UNBOUND: REMEMBERING SOVIET FORCED LABOUR

FONTE: Daniel Healey

The Gulag Unbound: Remembering Soviet forced labour

The history of the Gulag is conventionally understood as a story of enormous injustice and heroic endurance. This story is “bound” to the compelling narrative of suffering of the intellectual in the Gulag, exemplified by the classic accounts of its highly literate survivors or mourners of its victims. Until recently, these narratives had been the principal prisms through which we saw Soviet forced labour. The narrative of intellectual martyrdom was powerful, and its great moral prestige fuelled opposition to the Soviet system. Since the 1990s, the state archives of the Gulag have gradually been made available to scholars and this flood of documents must be weighed against the memoirs of survivors. The enormous paper trail generated by the security apparatus and its massive penal bureaucracy now challenges historians to consider the Gulag through the eyes of the perpetrators, those who imagined, built, and maintained the forced labour camps. How can we evaluate the factual validity, bureaucratic rivalries, and ideological aims that underpin these documents? How far can we trust the archival documents of the managers of the Gulag? With the issue of trust coming to the forefront of empirical research, moral and philosophical problems of interpretative judgement become more pertinent than ever.

The new bodies of source material compel us to reassess traditional narratives of Stalinist violence, and we are confronted with almost unbearable choices. How far should historians attempt to “reconcile” the diverging picture of the Gulag found in survivor memoirs and in official documents? How do we evaluate the economic consequences of Gulag activity? What moral and philosophical problems arise when we compare Soviet camps to those organized by the Nazi regime or Communist China? What is the place for the experience and testimony of Gulag employees and criminal prisoners? How far does the new material available to us challenge commemorative practices? What do the politics of memory in Russia and other post-Soviet states teach us about the history of the Gulag, and history as a discipline? Is there anything to learn from comparison with other penal-colonial systems such as transportation to Australia? Is the paradigm of internal colonization and the broader context of postcolonial studies productive for understanding and remembering the Gulag?

Means of resistance, sabotage, and subversion in the Gulag and other Soviet “corrective institutions” need more research. While colonial anthropology has developed sophisticated means of identifying “weapons of the weak,” Gulag historiography is only beginning to apply such analysis to the archived documentation of the camps. Like any long-term system of life management, the Gulag developed its ways of healing, entertaining, and educating its population. Inmates responded to their particular condition by developing equally specific means of artistic creativity, religious ritual, and erotic behaviour. These aesthetic, medical, religious, and pedagogical aspects of life in the Gulag need to be discussed in conjunction – or counterpoint – with its archival history. The purpose of this symposium is to reflect on the challenges currently confronting history, cultural studies, anthropology, and other disciplines that work with these unbound – documentary, memoiristic, and folklore – archives of the Gulag.

We invite papers examining these themes to be presented at a workshop to be held at Cambridge University, 29-30 June 2012. The workshop is organized by Alexander Etkind of Cambridge University and Dan Healey of Reading University, with support from both institutions and the Memory at War Project, which is financed by the HERA Foundation. Our confirmed keynote speaker is Professor Lynne Viola, University of Toronto, author of The Unknown Gulag: The Lost World of Stalin’s Special Settlements (Oxford & New York: OUP, 2009). Limited financial assistance for participants may be available. Papers should be original unpublished work, and will be pre-circulated to workshop participants. To propose a paper, please send a 300-word abstract and a 2-page CV to Ms Jill Gather, Memory at War Project, info@memoryatwar.org, by Friday, 24 February 2012.

Dan Healey

Professor of Modern History

Department of History

Reading University

Whiteknights

Reading RG6 6AA

United Kingdom

dan.healey@reading.ac.uk<

18 Fevereiro, 2012

CENTRO DE DOCUMENTAÇÃO 25 DE ABRIL – DEBATES: O SEGUNDO SÉCULO XX (COIMBRA, FEVEREIRO – JUNHO 2012)

FONTE: CENTRO DE DOCUMENTAÇÃO 25 DE ABRIL



23 de fevereiroPára-arranca. História e amnésia no movimento estudantil. – Participação de Guya Accornero e Miguel Cardina; moderação de Rui Bebiano

26 de abrilCasas p’ró povo. O Projeto SAAL ontem e agora. – Participação de Alexandre Alves Costa e José António Bandeirinha; moderação de Natércia Coimbra

28 de junhoIr à Guerra. Memória e pós-memória da Guerra Colonial. – Participação de Margarida Calafate Ribeiro e Bruno Sena Martins; moderação de João Figueira

Imagem do Cartaz
Contacto
Isabel Campante
918 542 070

isabelcampante@ideiasconcertadas.pt

O Segundo Século Vinteé um ciclo de debates e exposições relacionado com temas da História recente de Portugal, organizado pelo Centro de Documentação 25 de Abril (CD25A). A iniciativa, que começa no próximo dia 23 de fevereiro e é de entrada livre, tem periodicidade bimensal, com as sessões sempre a uma quinta-feira, às 18 horas, no Café Teatro do TAGV.A primeira série vai abordar a guerra colonial, a luta pela habitação e o movimento estudantil. Uma das particularidades de O Segundo Século Vinte, cuja cronologia começa na década de 60, é a possibilidade do público, além de assistir e participar na conversa com os dois convidados da sessão, ter acesso a documentos do acervo do CD25A relacionados com o tema, que estarão expostos no Teatro.A primeira sessão, marcada para 23 de fevereiro e intitulada Pára-arranca. História e amnésia no movimento estudantil, é uma conversa com os investigadores Guya Accornero e Miguel Cardina, moderada por Rui Bebiano. A história do movimento estudantil vive ciclicamente de experiências, esquecimentos e recomeços. A memória e a atitude de cada geração raramente passa de forma incólume para a seguinte. O objetivo desta sessão é analisar as condições e os motivos que fazem com que esta situação se repita constantemente, prejudicando muitas vezes a eficácia reivindicativa.

O Centro de Documentação 25 de Abril, criado pela Reitoria da Universidade de Coimbra em Dezembro de 1984, visa recuperar, organizar e pôr à disposição dos investigadores um acervo documental, que estava disperso pelo país e mesmo no estrangeiro, sobre a transição democrática portuguesa: o 25 de Abril de 1974, os acontecimentos preparatórios e as suas principais consequências.

Guya Accornero é doutorada em Sociologia Histórica pelo Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa com uma tese titulada Efervescência Estudantil. Estudantes, acção contenciosa e processo político no final do Estado Novo, atualmente em processo de publicação. É investigadora de pós-doutoramento em Ciência Política no Centro de Investigação e Estudos de Sociologia do Instituto Universitário de Lisboa (ISCTE) e no Centre de Recherche sur l’Action Politique da Universidade de Lausana. A sua investigação incide sobretudo nos movimentos sociais, carreiras militantes, mobilização e desmobilização política, repressão em vários regimes políticos e em processos de transição. Tem artigos e capítulos de livros publicados ou no prelo sobre estas temáticas e é co-editora, com Alfonso Botti, da obra monográfica Il Portogallo e la transizione alla democrazia(número especial de Storia e Problemi Contemporanei Clueb, 2010).

Miguel Cardina é doutorado em História pela Universidade de Coimbra, investigador do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra e pós-doutorando do Instituto de História Contemporânea da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Trabalha sobre o radicalismo político nas décadas de 1960 e 1970 e as dinâmicas entre História, memória e testemunho oral. Publicou Margem de Certa Maneira. O maoismo em Portugal (2011, Tinta-da-China, vencedor em 2011 do Prémio Vitor de Sá em História Contemporânea), A Esquerda Radical (2010, Angelus Novus) e A Tradição da Contestação. Resistência Estudantil em Coimbra no Marcelismo (2008, Angelus Novus).

O Segundo Século Vinte é uma iniciativa do Centro de Documentação 25 de Abril em parceria com o Teatro Académico de Gil Vicente e com apoio da Ideias Concertadas.

CENTRO DE DOCUMENTAÇÃO 25 DE ABRIL

Rua Augusta, 25 r/c Dtº. 3000 COIMBRA

Telefone:+351 239 483 036

Fax:+351 239 482 710

E-mail: ucd25a@ci.uc.pt

http://www1.ci.uc.pt/cd25a/wikka.php?wakka=HomePage

Horário de funcionamento: das 9.30h às 12.30h e das 14.30h às 17.30h


IDEIASCONCERTADAS
Av. Emídio Navarro, 93, 3º B, 3000-151 Coimbra
(+351) 239 838 015 _ info@ideiasconcertadas.pt
18 Fevereiro, 2012

COLÓQUIO: HISTÓRIA, MEMÓRIA E VIOLÊNCIA NO SÉCULO XX (Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, 24 e 25 de Fevereiro de 2012 )

FONTE: José Neves.

HISTÓRIA, MEMÓRIA E VIOLÊNCIA NO SÉCULO XX

24 e 25 de Fevereiro de 2012
Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa
Sala Multiusos 3, Piso 4, Edifício I&D
INSTITUTO DE HISTÓRIA CONTEMPORÂNEA
Linha de Investigação Poder, Cultura & Ideias
Coordenação de José Neves, Luís Trindade, Pedro Martins e Tiago Avó
Apoios: FCT | Institut Français | Instituto Cervantes | FCSH-UNL
com Javier Rodrigo Sanchez, António Monteiro Cardoso, Miguel Cardina, 
Fernando Ampudia de Haro, Tiago Avó, Luís Trindade, Fernando Rosas, 
Enzo Traverso, Maria Benedita-Basto, Manuela Ribeiro Sanches, 
Elisa Lopes da Silva e Manuel Deniz Silva. 
PROGRAMA

24 de Fevereiro
(sexta-feira)
10h15, abertura
10h30 | ESPANHA, VIOLÊNCIA E FASCISMO
Javier Rodrigo Sánchez (Universidad Autonoma de Barcelona)
A este lado del bisturí. Violencia y fascistización en la España sublevada.

11h30 | O SÉCULO XIX PORTUGUÊS

António Monteiro Cardoso (ESCS-IPL, CEHC/ISCTE-IUL)
Violência política em Portugal no século XIX. Memória e História.
15h00 | O ESTADO NOVO
Miguel Cardina (CES-UC e IHC-UNL)
Violência, testemunho e sociedade. Incómodos e silêncios em torno da memória da ditadura.
Fernando Ampudia de Haro (IHC-UNL)
Branquear e revisar: historiografia e política à volta do Estado Novo.
17h00 | A REVOLUÇÃO DE ABRIL
Tiago Avó (Birkbeck College, IHC-UNL)
O lugar do PREC – comemorativismo e memória mediática.
Luís Trindade (Birkbeck College, IHC-UNL)
A construção da memória em torno do 25 de Abril de 1974.
——
25 de Fevereiro
(sábado)
10h30 | O MUNDO DO SÉCULO XX
Fernando Rosas (FCSH/IHC-UNL)
Memória da violência e violência da memória.
Enzo Traverso (Université Jules Vernes Picardie)
L’âge de la Violence.
15h00 | IMPÉRIO E ANTICOLONIALISMO
Maria-Benedita Basto (Université Paris IV)
A política da História: dinâmicas emotivas das transmemórias na escrita do passado no presente em espaços (ex)imperiais.
Manuela Ribeiro Sanches (FLUL-CEC)
Nação, cultura e violência: (trans)nacionalismos na obra de Frantz Fanon e Amílcar Cabral.
E ÀS 18H30, NA CASA DA ACHADA – CENTRO MÁRIO DIONÍSIO, À MOURARIA, SERÁ LANÇADO O LIVRO “O PASSADO: MODOS DE USAR“, DA AUTORIA DE ENZO
TRAVERSO E PUBLICADO PELAS EDIÇÕES UNIPOP. DECORRERÁ UMA CONVERSA COM ENZO TRAVERSO, ELISA LOPES DA SILVA E MANUEL DENIZ SILVA.
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RESUMOS DAS COMUNICAÇÕES:
17 Fevereiro, 2012

ACTUALIZAÇÃO DAS BIBLIOGRAFIAS – ALGUNS LIVROS E BROCHURAS A ACRESCENTAR

A actualização das bibliografias, paradas em 2009, é uma das tarefas mais urgentes dos ESTUDOS. Aqui estão algumas das publicações saídas nestes anos de 2009-2012, ou de que só neste período tomei conhecimento e que serão incluídas nas bibliografias.

17 Fevereiro, 2012

EXPOSIÇÃO SOBRE O FIM DA URSS (Paris, até 4 de março de 2012)

FONTE: URSS, fin de parti(e). Les années Perestroïka

URSS : fin de parti(e). Les années Perestroïka est l’évènement central parmi l’ensemble des manifestations organisées sur le thème de l’anniversaire de la chute de l’URSS.

200 documents sont exposés : affiches, photographies, vidéos, journaux soviétiques, presse informelle. Présentés dans une scénographie originale, ils donnent à voir quelques-uns des aspects les plus marquants de la période :

–        mise en regard des informations officielles et de la documentation informelle,
–        transformations dans la scénographie du pouvoir,
–        ouverture de l’espace public,
–        prise de parole par les citoyens,
–        et critique du pouvoir politique.

17 Fevereiro, 2012

ARTIGOS RECENTES SOBRE O COMUNISMO NOS EUA

EM ACTUALIZAÇÃO

Ron Capshaw, “Party Line. Arthur Miller wrote communist theater criticism under the pseudonym Matt Wayne. “, Tablet, 12 de Janeiro de 2012.

D. Dave Eesha / Jose A. DelReal, “M Investigates: The Kremlin on the Charles”, Harvard Crimson, 16 de Fevereiro de2012.

[Comunistas na Universidade de Harvard.]

Richard Goldstein, “Bill Mardo, Writer Who Pushed Baseball to Integrate, Dies at 88”, New York Times, 24 de Janeiro de 2012.

[Obituário do colunista de desporto do jornal comunista Daily Worker e da sua luta pela integração no basebol.]

John Meroney, Left in the Past, Los Angeles Times Magazine, Fevereiro de 2012.

[Relações entre o passado “liberal” de Reagan e o seu anti-comunismo.]

15 Fevereiro, 2012

ARTIGOS RECENTES SOBRE O MUNDO COMUNISTA PORTUGUÊS

ACTUALIZADO

Seis páginas dum suplemento do Avante!, 7 de Dezembro de 2011,  sobre o centenário de Alves Redol.

Artigo sobre o 90º aniversário de Américo Leal, Alentejo Popular, 26 de Janeiro de 2012.

Susana Moreira Marques, “Amor em tempos de luta”, Pública, 12 de Fevereiro de 2012.

[Depoimentos biográficos de Manuel Pedro, Faustina Barradas, José Carlos Almeida, Domicília Costa, Álvaro Pato, Teodósia Gregório, Maria Brito, Raul Costa,  Raimundo Narciso, Maria Machado sobre a vida afectiva nas condições de clandestinidade.]

Luís Miguel Queirós, “O neo-realismo revisitado”, Público – Suplemento P2, 10 de Fevereiro de 2012.

14 Fevereiro, 2012

NOTAS BIOGRÁFICAS – VASCO LUÍS RODRIGUES DA CONCEIÇÃO E SILVA (Sertã, 4/8/1923 – Castelo Branco,15/11/1994)

Filho do escritor Virgílio Godinho, ligado ao movimento nacional-sindicalista e depois aproximando-se da oposição, Vasco Silva licenciou-se em História. Depois do apoio que prestou à candidatura de Humberto Delgado foi afastado do ensino oficial e  passou a leccionar no ensino secundário particular. Foi candidato pelo Círculo de Castelo Branco nas listas da oposição em 1961. Ligado ao PCP fazia parte de um círculo que lia e distribuia o Avante! em Castelo Branco,  de que faziam parte, para além de Vasco Silva, o engenheiro Barata, Carlos Correia, Mário Barreto, Tito Zuzarte e Carlos Vale. Preso em Janeiro de 1964, esteve dois anos em Peniche. Membro da Comissão Nacional dos Congressos da Oposição Democrática de Aveiro (1969 e 1973).

Depois do 25 de Abril,  foi o primeiro governador de Castelo Branco em democracia (de 27 de Agosto de 1974 a 10 de Outubro de 1975) e várias vezes candidato a deputado pela CDU e em diferentes eleições autárquicas. Após a morte, a sua biblioteca com cerca de 13000 volumes foi doada ao PCP que a cedeu à Biblioteca da ESE do IPCB.

FONTES:

Avante!, 17 de Novembro de 1994.

Avante!, 9 de Maio de 2002.

Carlos Vale, «O PCP que já foi enterrado tantas vezes…Mas está vivo….», Kaminhos Magazine

ANTT:

PT/TT/PIDE/E/010/133/26520

PIDE, Serviços Centrais, Registo Geral de Presos, liv. 133, registo n.º 26520

14 Fevereiro, 2012

CONFERÊNCIA SOBRE “A CONSTRUÇÃO DA CONSCIÊNCIA POLÍTICA “SOVIÉTICA” – PRÁTICAS QUOTIDIANAS, NOVAS IDENTIDADES” (S. PETERSBURGO, ABRIL, 2012)

FONTE: European University at St Petersburg

CFP: Constructing the “Soviet”? Political Consciousness, Everyday Practices, New Identities – St. Petersburg
04/12
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——————————————European University at St Petersburg
20.04.2012-21.04.2012, St. Petersburg, European University, St Petersburg, Russian Federation
Deadline: 01.03.2012

Since the collapse of the Soviet Union a generation of historians has grown up for whom the USSR is not so much personal memory but rather an object of study. Our annual conference provides an opportunity for undergraduate and graduate students to present their research on various aspects concerning the phenomenon of the “Soviet” alongside with comments by well-known academics: anthropologists, historians and sociologists. Previous conferences were supported by the French-Russian Center for the Humanities and Social Sciences and by the German Historical Institute in Moscow (DHI). Ten best papers of 2011 were published by DHI as a book.

At the conference in April 2012 we would like to discuss the following
topics:

– The development of the Soviet science and technology. Academic
science: control and freedom of thought. Cult of invention and innovation. Scientific and technological cooperation and competition with foreign countries: joint projects, exchange of experts.
– Conquest of space and time. The appropriation of space as a political
project: great construction projects, cultivation of virgin land, conquest of the outer space. Mapping the “Soviet”: real and imaginary boundaries, resources and communication. Reorganization of the calendar:
Soviet holidays and festivities.
– Soviet material values. Asceticism and luxury, egalitarianism and
elitism: struggle of opposites or peaceful coexistence? Standards of “good life” and their evolution.
– Educating the “new man”: education, everyday life, leisure. Lifeworld of the Soviet activist and exemplary citizen. Pre-revolutionary practices in the Soviet life.
– Mechanisms of administration. Vertical and horizontal communication of power, personnel and nomenclature policies, career ladder.
“Soviet-style” decision making.
– Glasnost’ and silence in the USSR. The boundaries of free speech:
censorship, “spetskhran”, samizdat. The culture of “Soviet” reading and writing.

We invite undergraduate and Ph.D students specializing in the humanities and social sciences to send us their short papers to participate in the conference. No remote participation is possible. The conference language is Russian.

A collected volume containing the papers will be published by the beginning of the conference. The electronic version of last year’s collection is available at <http://www.eupress.ru/books/index/item/id/99>

Requirements for the papers: no more than 15 000 characters (including spaces, footnotes and bibliography); MS Word (versions 1997 to 2003), automatic footnotes. Please also include your contact information, university, department and year of education.
Deadline for submission of abstracts: March 1, 2012 at:
<constructing2012@gmail.com>.

The European University at St.Petersburg can pay for transportation within Russia (railway tickets) and accommodation only for a part of the conference participants.

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Organisational Committee “Constructing the ‘Soviet’ 2012”

European University at St Petersburg
ul. Gagarinskaia, 3, Sankt-Peterburg 191187, Russian Federation

14 Fevereiro, 2012

NOTAS BIOGRÁFICAS – ELÍSIO PEREIRA BRITES (Guimarães, 1911 – 2004)

Alfaiate em Guimarães, membro do PCP, preso em 1951. O Avante! refere que esteve “desde muito jovem ligado à luta antifascista (…) dedicou grande parte da sua vida ao PCP“.

FONTES:

Avante! 29 de Julho de 2004

ANTT:

PT/TT/PIDE/E/010/103/20508

PIDE, Serviços Centrais, Registo Geral de Presos, liv.103, registo n.º 20508

14 Fevereiro, 2012

APELO À COLABORAÇÃO NUM NÚMERO ESPECIAL DO ARCHIV FÜR SOZIALGESCHICHTE 53 (2013): DEMOKRATIE UND SOZIALISMUS

FONTE:  Archiv für Sozialgeschichte 53 (2013): Demokratie und Sozialismus

Call for Papers
Archiv für Sozialgeschichte 53, 2013

Democracy and Socialism.
Left-wing Parties in Germany and Europe since 1860

In 2013, Social Democracy will celebrate its 150th anniversary as a political party. The journal “Archiv für Sozialgeschichte” uses this as an occasion to reassess the history of left-wing parties in Germany and Europe since 1860 in an international, comparative perspective. The planned volume will focus on the political arenas, milieus, forms of organisation, functionaries and societal utopian visions of these parties. We welcome contributions which approach these key topics and illuminate the tensions between democracy and Socialism, in the perspective of questions and conceptual approaches derived from social history and the ‘new political history’, based on insights of the cultural turn.

The following threads and aspects can be considered for a more detailed analysis. Articles may take up one or more of these perspectives and combine them:

– It is insufficient to analyse political parties, which have emerged since the second half of the nineteenth century, only by interpreting programmatic documents and official organisational statutes. Political parties rather originated from social and economic cleavages in countries across Europe. Particularly with regard to the labour movement, they were closely linked to relatively closed and tightly-knit socio-moral milieus and to collective frames of expectations for the future. We especially invite researchers who propose diachronic studies and explore to what extent these milieus structured everyday life and offered emotional cohesion and values for politics, consumption and leisure across periods of political upheaval and other caesuras. In such a perspective, the shaping of communities and the process of mutual exclusion between Social Democracy and Communism in the twentieth century come to the fore, as well as the respective organisational networks with their ritu!
als, medias and symbols. At the same time, the functionaries, who carried sociability and politics and who shaped the organisational and intellectual cores of the Socialist parties, have to be considered.

– Furthermore, it should be explored in which way these milieus were historically significant for mass and catch-all parties. In this context, the link between party preference and social structure, which remained remarkably strong until well into the twentieth century even in view of several drives towards modernisation, marks a starting point.
For segregated working-class communities, political parties such as the SPD functioned as political action committees, able to assert collective identities and thus increasing ideological competition over long periods of time. This prevalence of ideological competition raises a number of
questions: when and under which conditions were left-wing movements able to evolve into mass or catch-all parties, and what was the role played by minor parties in this context. To what extent could milieu structures be overcome and maintained at the same time? How did parties succeed in appealing to an – in social terms basically heterogeneous – target group on several policy fields when it came to elections or to the recruitment of new members? And, finally, what actually did the sometimes colourful attribute “left” mean in that context?

– Such a perspective highlights the successes, failures and learning processes of those political parties which were committed to democracy and Socialism in the nineteenth and twentieth century. It also allows to take into account different forms of participation within the parties, as well as their interventions in policy-making. Contributions to the volume may offer an in-depth investigation of developments in Germany, without excluding those in other European countries. By way of contrast, analysing the Swedish “Folkhemmet” (people’s home), the Dutch model of party organisation or the British Labour Party, for instance, seems to be very promising. We also welcome articles which focus both on the emergence of ‘left-wing’ catch-all and mass parties and on contrary phenomena in other European countries, including South and Eastern Europe.

– During the 1960s and 1970s, unambiguous party political values and preferences still dominated the electoral behaviour of the people in Western Europe. However, the increasing differentiation and pluralisation of society started to affect voting decisions. The planned AfS volume will give ample opportunity to explore this profound process which was accompanied by the erosion of the classic milieus, and which led to a crisis of catch-all parties as pillars of parliamentary democracy despite their openness towards new supporters and voters.
Structural change in industrial societies, in particular the shift from manufacturing to the services sector, as well as increasing individualisation, dissolved collective orientations and undermined the cohesion of traditional communities which had been based on shared values. How is the trend towards increasing societal fragmentation and highly volatile party preferences best described? Was it a history of decline, or does such a perspective rather reflect the self-perception of party activists? What underlying concepts of “progress” and “growth”
informed these perceptions? Does political mass integration have to rely on a minimum requirement of shared moral attitudes, worldviews and religious beliefs in order to counteract hedonistic life styles? As the ties between milieu cohesion, political parties and traditional voters lost strength, the hegemonic position of major mass parties declined.
They lost many members, activists and core voters. A considerable drop in turnout and a latent disenchantment with politics made it even more difficult to win over voters of a younger age. Those groups apparently do not want to get involved with the stereotypical ‘back room’-culture of political parties such as the SPD. Rather, they prefer more flexible forms of political expression and organisation. Where can we identify the historical roots of these difficulties in recruiting younger generations, and of a dwindling public acceptance of parties? To what extent has negative coverage by the mass media and their narrative of decline contributed to the weakening of the catch-all parties? Which alternative forms of political participation are competing with them, and when did forms of party-political engagement change?

– The loss of hegemony over public interpretations of important political debates and the tension between different political arenas, vacillating between loyalty to the basic political programme, parliamentary work and acting as a governing party was a development typical in most European countries during the post-war period. As a result, it damaged the core identity of left-wing parties, even though they implemented modern forms of political participation and opened up towards new coalition partners. Apparently, strategic political formulas such as “New Middle” and “Third Way” could mobilise additional voters only temporarily and to some extent at the cost of traditional voters who were rooted in the milieu. Despite the party’s willingness to embrace reform, long-term ties and loyalty rarely developed. The emergence of competing left-wing parties such as the PDS, WASG and “The Left” in Germany exacerbated the situation. It is debatable whether the concept of catch-all parti!
es according to a traditional understanding still makes sense in Europe. However, it should also be discussed if these ‘good old times’ had actually existed. The implementation of target-driven political programmes and the existence of charismatic party leaders are the hallmarks of this alleged ‘golden era’, which basically serves as a normative point of reference and marks – in the contemporary perception – the beginning of a downside trend. The outlined development might even be better described as a transformation process than as a symptom of decline. In terms of democratic theory it still has to be discussed whether major catch-all parties are to be preferred over streamlined voters’ parties.

On 22/23 November 2012, an authors’ workshop will take place at the Friedrich-Ebert-Stiftung in Bonn to prepare this volume of the “Archiv für Sozialgeschichte”. The conference will be held German, English and French, and abstracts can be submitted in these languages. We ask contributors to submit their proposals until 16 March 2012. Summaries may have up to 3,000 characters. We especially welcome empirical case studies referring to one country as well as articles which compare two or more European countries.

Members of the editorial board of the “Archiv für Sozialgeschichte” are Beatrix Bouvier, Dieter Dowe, Anja Kruke, Friedrich Lenger, Patrik von zur Mühlen, Ute Planert, Dietmar Süß, Meik Woyke (managing editor) and Benjamin Ziemann.

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Friedrich-Ebert-Stiftung
Archiv für Sozialgeschichte
Schriftleiter
Dr. Meik Woyke
Godesberger Allee 149
53175 Bonn
14 Fevereiro, 2012

NOTAS BIOGRÁFICAS – POSSIDÓNIO SILVA CAMPOS (Alcácer do Sal, 11/8/1928 – 6/9/2005)

Oposicionista muito activo na segunda metade dos anos cinquenta em Alcácer do Sal, em particular durante a campanha de Humberto Delgado. Depois do 25 de Abril (?) aderiu ao PCP de cuja Comissão Concelhia fez parte, trabalhando na área da difusão da imprensa comunista

FONTES:

Avante!, 16 de Fevereiro de 2006.

13 Fevereiro, 2012

NOTAS BIOGRÁFICAS PENDENTES

NOTA: Estas notas biográficas encontravam-se já em atraso na anterior versão do blogue. Foram importadas para aqui, com a intenção de serem completadas e passarem para o índice definitivo que agrupará todas as entradas sob forma de um dicionário. Cada vez que é feita uma nova nota biográfica, isso não significa que esta esteja completa, mas sim que se abriu uma espécie de “pasta” que recolherá toda a informação biográfica disponível. Na sua origem pode haver uma referência num livro ou jornal, uma necrologia, ou um artigo, ou até informação obtida junto de familiares e amigos. A partir dessa ponto inicial, a “pasta” estará sempre aberta.

Renovo a todos o apelo para o envio de todas as informações biográficas, sobre estes e outros nomes, de militantes de qualquer organização da oposição, ou opositores individuais ao regime ditatorial do Estado Novo.

A

Carlos Silva Almeida (Alvaiázere, 1923 – Rio de Janeiro, 2003)

João Grilo de Almeida (Gouveia, 1943 – Seia, Janeiro? 2004)

Manuel Alves (1913 – Novembro / 2006) – Mineiro, emigrada nas Astúrias combateu nas Brigadas Internacionais na Guerra Civil de Espanha.

Osvaldo Azenha (1924- Barreiro, 18/11/2004)

Virgílio Azevedo (1956 – 2004)

B

 Maria Fernanda de Sousa Barroso (1945 – 13/6/2006) – Engenheira, activista estudantil, militante e dirigente comunista, companheira de Álvaro Cunhal.

C

Eurico da Conceição Caçoreio ( 1923 – Portimão, Setembro? /2006) – Contabilista, membro do MUDJ e depois do 25 de Abril do PCP, autarca e sindicalista.

António Joaquim de Campos (1924 – Albufeira, 31/7/2004)

João Pedro Capão (1923 – Torres Vedras, 11/12/2004)

Mário Sottomayor Cardia (Matosinhos, 19/5/1941- Lisboa, 17/11/2006) – Professor, filosofo, militante comunista e depois socialista, deputado e ministro do PS, autor de várias obras de refelxão política e filosófica.

Lino de Carvalho (Leiria, 1946 – 2004)

Vasco de Carvalho ( 25/6/1909 – 2006) – Engenheiro, militante e dirigente comunista nos anos trinta, expulso em 1941.

António Teixeira da Silva e Castro (Fafe, 15/1/1928 – 22/8/2004)

Orlando da Costa (Lourenço Marques, 1929 – Lisboa, Janeiro/2006)  – escritor, militante comunista desde a década de cinquenta.

Rui Emanuel da Cunha Clímaco (1920 – 13/7/2006) – Médico, militante comunista desde os anos quarenta, membro da Redacção da Vértice e da Comissão Nacional de Socorro aos Presos Políticos.

D

E

F

Aníbal de Figueiredo (Alcochete, 1926 – 23/11/2004)

António Figueiredo (Figueira da Foz, 1929 – Londres, Novembro 2006) – Jornalista em Moçambique e depois no exílio em Londres, membro activo da candidatura de Humberto Delgado e autor de vários livros.

G

Abel Mendes Ginja (1923 – 19/12/2003)

Alfredo Pereira Gomes (Espinho, 1919 – Lisboa, 29/11/2006) – Matemático e professor, militante comunista e depois da oposição, exilado durante vários anos.

Apolinário Gonçalves (Espinho, 1916 – 1/1/2004)

Armindo do Amaral Guimarães (? – Dezembro 2004)

H

-Mário Ventura Henriques (Lisboa, 1936- 16/6/2006) – Escritor, militante comunista.

I

J

– Rui Lima Jorge (1943 – Porto, Outubro / 2006) – Jornalista, militante comunista, depois da Renovação Comunista.

– Joaquim José (? – 22/12/2006) – Emigrante no Brasil, militante comunista na emigração.

José Brites de Jesus. (1920 – Vila Franca de Xira, 11/12/2004)

António Domingues Jubileu (Marinha Grande, 1907 – 24/9/2004)

K

L

-Manuel Lopes (Póvoa de Varzim, 1943 – Setembro /2006) – Bibliotecário, militante comunista, autor de vários estudos de história local.

Orlando Simões Lopes (1930 – Julho-2004)

Ilse Losa (1913 – Porto, Janeiro / 2006) – Escritora de origem judia alemã, exilada em Portugal.

João Domingos Loureiro (1917 – Amora, 28/8/2004)

José Lourenço (Ermidas – Santiago do Cacém, 1920 – 17/12/2003)

M

Fernando Boiça da Silveira Mesquita ( Alcobaça, 1925 – 7/1/2004)

N

Orlando Neves (Portalegre 11/9/1935- 24/1/2005)

O

 Álvaro Veiga de Oliveira (s. João da Pesqueira, 1929 – Lisboa, 24/8/2006) – Engenheiro, militante comunista e funcionário clandestino, preso e exilado, autor de vários textos de ficção.

Saúl Manuel Oliveira (Vila Franca de Xira,? – Janeiro 2004)

P

Antonio Páscoa (1912 – Venda Nova, 12/11/2004)

Libertário Pinto (1945 – 2006) – militante comunista desde antes do 25 de Abril, activista da JOC em Pedrouços, ao MJT, à CNSPP, e fundador da Intersindical.

Q

 Glicínia Quartin (1924 – 2006) – Actriz, activista do MUDJ.

Hélio Vieira Quartin (Lisboa, 21/11/1916 – Almada, 25/12/2003)

R

Artur Ramos (Lisboa, 20/11/1926 – 9/1/2006) – Encenador e realizador, militante comunista.

Manuel Ramos (16/2/1920 – Porto, Novembro / 2006) – jornalista, oposicionista, depois do 25 de Abril deputado na Constituinte.

Arnaldo Albano Lourenço Rocha (Santa Iria da Azóia, 1928- 3/1/2004)

S

Manuel João Martins Sanches (1924 – Canadá, 22/12/2003)

José Expedito dos Santos (1936 – Brasil, Dezembro, 2004)

 José Gregório da Encarnação dos Santos (Lagos, 1917 – Sines, Dezembro / 2006) – Pescador, militante do PCP desde 1945, activista nas greves de Sines de 1946.

João Cunha Serra (1919- 18/1/2005)

T

U

V

 José Vieira (Resende, 1921 – Fevereiro/2006)  – Militante comunista desde 1944, ligado à distribuição do Avante!, e autarca em Lordelo do Ouro.

W

X

Y

Z

13 Fevereiro, 2012

ARTIGO SOBRE GEORGETE FERREIRA EM MUJERES, 8 (1961)

NOTA: previamente publicado no EPHEMERA

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13 Fevereiro, 2012

NOTAS BIOGRÁFICAS – ANTÓNIO VICENTE CALÇÃO (Montemor-o-Novo, 21/10/1923 – 2005)

Trabalhador rural. conhecido pela alcunha do “Cara lavada”. Membro do PCP desde 1945. Foi preso em 1947 por “aliciamento às greves”. e uma segunda vez logo em seguida  pela PIDE e condenado a vários anos de cadeia sendo libertado definitivamente em 1956. Depois de reformado, continuou a sua actividade partidária e era membro da Comissão de Sede do Centro de Trabalho local.. O seu pedido de pensão ao abrigo dos serviços prestados a favor da liberdade  foi recusado pelo despacho 1062/2005 do Ministro da Presidência Silva Pereira (Diário da República, II série, 239, 15 de Dezembro de 2005).

FONTES:

Avante!, 25 de maio de 2005.

ANTT:

PT/TT/PIDE/E/010/89/17679

PIDE, Serviços Centrais, Registo Geral de Presos, liv. 89, registo nº 17679

13 Fevereiro, 2012

NOTAS BIOGRÁFICAS – LUÍS NUNO PINHEIRO DE AZEVEDO (Lisboa, 16/1/1925 – 26/6/2011)

Advogado desde 1948, ligado ao PCP, mas activo nos movimentos “unitários”.  Como advogado, foi o defensor (junto com os seus colegas de escritório Levy Baptista e José Lopes de Almeida) de muitos perseguidos e presos pela PIDE. A sua actividade estendeu-se à Comissão Nacional de Socorro aos  Presos Políticos, que praticamente funcionava no seu escritório de advocacia.  Depois do 25 de Abril, foi o advogado de muitas causas ligadas à esquerda comunista e aos seus companheiros de estrada, defendendo as cooperativas da Reforma Agrária, os militares afastados no 25 de Novembro, inclusive o Marechal Costa Gomes num processo movido pelo  Eng.° Jorge Jardim. Foi um impulsionador da  URAP União de Resistentes Antifascistas Portugueses), da Associação Portuguesa dos Juristas Democratas, e de uma  Fundação Internacional Racionalista (FIR), a que se dedicou “como pessoa que não aceitava quaisquer religiosidades ou misticismos“. Foi proposto como candidato “progressista” a Bastonário da Ordem dos Advogados, entidade que veio mais tarde a homenagear a sua carreira no foro.

 Militou no MDP/CDEl e depois na Associação Intervenção Democrática que ajudou a fundar e  de que foi Presidente da Assembleia Geral. Apoiante da revista Seara Nova teve papel activo na tentativa de a salvar através da criação de uma cooperativa e da transferência da sua propriedade para a Intervenção Democrática.

FONTES:

Avante!,  30 Junho 2011.

OA, Boletim da Ordem dos Advogados, 79-80, Junho-Julho 2011.

Seara Nova, 2011.

ANTT:

PT/TT/PIDE/E/010/133/26427

PIDE, Serviços Centrais, Registo Geral de Presos, liv. 133, registo n.º 26427

13 Fevereiro, 2012

NOTAS BIOGRÁFICAS – ANTÓNIO TABORBA DE ALVES FREITAS (Viana do Castelo, 1924 – 30/5/2005)

Membro do PCP desde a década de 60. Trabalhador dos ENVC, em cujas lutas participou,  foi depois proprietário de uma escola de dactilografia, e empregado comercial. No seu salão da escola de dactilografia, entretanto extinta, fez-se uma passagem clandestina do filme Couraçado Potemkin, comentado por Ribeiro da Silva. Segundo António Faria, “o dr. Ribeiro da Silva tentou exprimir (…) o valor transcendente que este inédito caso representou para todos os comunistas do universo“. Segundo o Avante!a sua casa foi ponto de apoio para os militantes comunistas na clandestinidade.

Logo a seguir ao 25 de Abril, é despedido do estabelecimento comercial onde trabalhava devido ás suas opiniões políticas, sendo  vereador na primeira Comissão Administrativa da Câmara e militou na Comissão Concelhia de Viana do Castelo, tendo tido cargos de direcção regional e concelhia.

FONTES:

Avante!, 23 de Junho de 2005.

Depoimento em Euclides Rios (Coord.), “Episódios da luta antifascista em Viana do Castelo”, Cadernos Vianenses, 26, 1999.

13 Fevereiro, 2012

NOTAS BIOGRÁFICAS – FRANCISCO RAÚL FIGUEIREDO DOS SANTOS (1946 – Porto, 8/7/2011)

Trabalhador da fábrica Alumínia, fez parte da célula do PCP da fábrica, participando nas lutas sociais antes e depois do 25 de Abril. Em 1975, “bateu-se corajosamente em defesa das instalaçöes do PCP e da USP-CGTP“. Foi dirigente do Sindicato dos Metalúrgicos do Porto. Nos últimos anos da sua vida, já muito debilitado, militava na sede da organização do Porto do PCP.

FONTE:

Avante!, 14 de Julho de 2011.

13 Fevereiro, 2012

PROGRAMA DAS COMEMORAÇÕES DO CENTENÁRIO DE ALVES REDOL

FONTE: António Alves Redol

A comemoração do Centenário de Alves Redol continua:
– Dia 16/02 às 23,30h na RTP2 – 2ª exibição do filme de Francisco Manso
“Alves Redol – Memórias e Testemunhos”.
– 07/02/2012 – 28/02/2012 : Na Biblioteca João Paulo II, da Universidade Católica, em Lisboa,
exposição itinerante sobre Alves Redol, acompanhada da exposição de documentos originais nunca mostrados de projectos não concretizados: peça de teatro incompleta; guião do filme “Seara Negra” – nunca realizado ; guião do estudo intitulado “O Tejo / História dum Rio”, previsto para város autores – nunca realizado ; plano do romance “Leão Sagrado”, depois “O Lago das Viúvas”, nunca publicado; 4 versões diferentes de um mesmo texto deste romance; cartas dos escritores Ferreira de Castro, Jorge Amado, André Parraux (Secretário da Union Française Universitaire em 1946)(na posse da família) e de edições de livros do autor existentes nesta Biblioteca.
– Exposição itinerante em escolas de Albufeira, Silves, Portimão, Faro.
Concurso para Escolas Secundárias: Diálogos Imaginários Manuel da Fonseca/ Alves Redol – Plano Nacional de Leitura
– Exposição “Horizonte Revelado”, no Museu do Neo-Realismo, até 12 de Março
13 Fevereiro, 2012

NOTAS BIOGRÁFICAS – FILIPE ALEXANDRE MAURÍCIO (Sobral de Monte Agraço, ? – 2011)

Membro do PCP, trabalhou no sector comercial da tipografia Casa Portuguesa. Segundo o Avante!nestas funções e em numerosas circunstâncias, antes do 25 de Abril de 1974 deu um importante contributo e apoio a actividade do PCP e da oposição democrática em geral.” Esta tipografia, a mais antiga de Portugal, publicava vários jornais e edições, com ligações à oposição, como o Diário Ilustrado, e o trabalho nas condições impostas pela Censura  criava uma grande politização dos tipógrafos. Depois do 25 de Abril, foi administrador da empresa Heska Portuguesa (1975), a tipografia que representou um dos contributos da RDA para o PCP, e onde se publicou o Diário, o Avante! e todas as publicações do universo de organizações comunistas (Militante, Juventude, Mulheres, Poder Local , Revista Internacional, etc.). Foi candidato autárquico e “desempenhou ainda numerosas tarefas no PCP ligadas aos seus organismos  executivos“.

FONTES:

Avante!, 14 de Julho de 2011.

Álvaro Magalhães dos Santos, Histórias  da Publicidade

13 Fevereiro, 2012

NOTAS BIOGRÁTICAS – ALBERTINO DIAS TEIXEIRA (Alverca do Ribatejo, 2/2/1925 – 2011)

 

 

 

Operário, membro do PCP desde 1952. Preso entre 1958 e 1963 em Caxias e em Peniche.  Depois do 25 de Abril, foi um dos fundadores do Centro de Trabalho de Arcena, de cujo núcleo local do Bom Sucesso pertencia,  e foi  Presidente da Casa do Povo local.

 

FONTES:

Avante!, 27 de Janeiro de 2011.

ANTT

PT/TT/PIDE/E/010/116/23167

PIDE, Serviços Centrais, Registo Geral de Presos, liv. 116, registo n.º 23167

13 Fevereiro, 2012

NOTAS BIOGRÁFICAS – ROSENDO CUSTÓDIO FERNANDES (Sines, 1927 – 2011)

Pequeno comerciante de Sines, participou na oposição ao regime do Estado Novo e foi membro do MUDJ. Membro do PCP depois do 25 de Abril, tendo participado nas listas de candidatos da CDU

FONTES:

Avante!, 27 de Janeiro de 2011.

Listas da CDU em Sines.

13 Fevereiro, 2012

NOTAS BIOGRÁFICAS – FERNANDO ANTUNES CANAIS (Torres Novas, 1935 – Leiria, 2011)

Militante do PCP desde 1960. Preso em 1961, passou pelas cadeias de Caxias e Peniche, e foi libertado em 1967. Saiu da sua terra natal para Leiria, onde foi técnico metalúrgico na Cerâmica do Lis. Depois do 25 de Abril teve vários cargos autárquicos (vereador na Comissão Administrativa da Câmara de Leiria (1974-6), membro da Assembleia Municipal de Leiria, da Assembleia de Freguesia de Marrazes). Como membro do PCP fez parte  da Comissão Concelhia (1974-2003) , da DOR de Leiria e da Comissão Promotora das Comemoracöes do 25 de Abril, sendo muito activo na Festa do Avante!.

FONTES: 

Avante!, 13 de Outubro de 2011.

Região de Leiria, 14 de Outubro de 2011.

ANTT – PT/TT/PIDE/E/010/124/24661

ANTT – PIDE, Serviços Centrais, Registo Geral de Presos, liv. 124, registo n.º 24661

10 Fevereiro, 2012

ESTUDOS SOBRE O COMUNISMO – TERCEIRA SÉRIE

EM MEMÓRIA DE JOSÉ ALEXANDRE MAGRO (“Ramiro da Costa” ) e MANUEL SERTÓRIO

O número zero dos Estudos Sobre o Comunismo saiu em Julho de 1983, fará em 2013 trinta anos. Do seu Conselho de Redacção faziam parte Fernando Rosas, Rogério Rodrigues, Maria Goretti Matias,  António Moreira,  José Alexandre Magro (“Ramiro da Costa”).  Manuel Sertório e eu próprio, que era o seu director. Era um grupo heterogéneo, mas na sua maioria tinha passado pela oposição à ditadura antes do 25 de Abril.  O decano do grupo, mais velho do que todos os outros, era Manuel Sertório, um militante da oposição portuguesa com um papel muito importante na Seara Nova, no exílio de Delgado no Brasil, nos eventos  da FPLN em Argel. Desde meados da década de cinquenta,  não há história da oposição sem Manuel Sertório e até praticamente à sua morte, o seu companheirismo e o seu testemunho foram fundamentais. A ele se juntavam Fernando Rosas, que tinha vindo do MRPP e iniciava a sua carreira académica, António Moreira e José Alexandre Magro, ambos com publicações na área da história do movimento operário, e que tinham sido militantes da UDP, Rogério Rodrigues que escrevia sobre o PCP no jornal O Jornal e Maria Goretti Matias a trabalhar na génese daquilo que viria a ser o arquivo do ICS.  Muitos outros amigos colaboraram com a revista, no arranjo gráfico, com artigos e com outros contributos.

Fora de Portugal Annie Kriegel e Stephane Courtois, cuja revista Communisme tinha servido de inspiração aos Estudos, apoiaram sempre a iniciativa. A seu convite participei nos seminários que Kriegel organizava em Nanterre, e, com Stephane Courtois, em várias actividades na França e na Alemanha, com o objectivo de criar uma rede de estudos a nível europeu sobre o fenómeno do comunismo, fora da história “oficial” e do proselitismo anti-comunista, a tenaz que durante muito tempo condicionou a análise de um dos fenómenos mais importantes do século XX. Um dos frutos destas iniciativas veio a ser o Livro Negro do Comunismo e, mais tarde, a explosão documental que o fim da URSS e do “sistema comunista mundial” (a expressão era de Kriegel) trouxeram, tornando obsoletos muitos estudos anteriores a 1991.

Publicar  em 1983 uma revista como esta tinha dificuldades inimagináveis nos dias de hoje. O “campo” de estudos académicos do comunismo em Portugal não existia, muito menos o dos estudos sobre o PCP. Mais do que ser pioneira nessa matéria, – a revista “abriu” toda uma temática da história contemporânea, – a sua própria existência era entendida na época como uma provocação pelo PCP e pela esquerda radical, isto numa altura em que estas instituições eram muito mais poderosas do que nos dias de hoje e detinham uma forte hegemonia nos meios intelectuais. À direita este tipo de “estudos” eram tidos como academicamente impuros. A história académica do período contemporâneo era dominada então pelo estudo do Estado Novo., muito mais pacífico do que a do comunismo. Tudo isto está felizmente  no passado, mas não totalmente. O facto do PCP ser um dos poucos partidos comunistas sobreviventes em todo o mundo que ainda mantém fechados os seus arquivos, continua a funcionar como um bloqueio para o aggiornamento da sua história, prendendo-a ainda no ciclo de “revelações” e negações, de que de há muito se libertou a história do comunismo em muitos países.

Os Estudos sobre o Comunismo existem na Rede desde 2003, numa primeira série digital (2ª se contarmos com a de papel)  aqui e numa segunda série aqui,  com altos e baixos até 2009, altura em que a manutenção do EPHEMERA  me levou a deixar de a actualizar. Embora o problema do tempo continue sempre cada vez mais premente, vou tentar retomar este trabalho que, nos primeiros tempos, será ainda muito imperfeito. Há bibliografias para actualizar, sistemas de categorias por aperfeiçoar, ligações a verificar e a actualizar, e muito material recolhido nos últimos três anos por publicar. Pouco a pouco, talvez se consiga retomar uma sequência regular.

10 Fevereiro, 2012

LIVRO SOBRE OS ARQUIVOS DO PCF

FONTE:  Fondation Gabriel Péri

La fin du secret – Histoire des archives du Parti communiste français

Que contiennent les archives du Parti communiste français ? Ce parti, qui longtemps cultiva le goût du secret et du document jusqu’à demander à chacun de ses responsables de rédiger une autobiographie, fut aussi celui qui subit la surveillance policière la plus étroite. Cet ouvrage décrit avec précision la façon dont se constitua cette immense banque de données de l’activité communiste en France et comment elle devint au bout d’une longue histoire accessible à tous.

Les archives sont également un enjeu éminemment politique. Jusqu’aux années 1970, ces documents sont tenus secrets ; le PCF désirant écrire sa propre histoire hors du regard extérieur. Dans les années 1980, la question de l’ouverture des archives fait l’objet de débats intenses. La volonté de transparence du Parti communiste français affichée après la chute de l’Union soviétique eut raison des dernières résistances internes. Premier et seul parti de France à accomplir cette démarche, le PCF ouvrit totalement ses archives en 1993 et les déposa en 2005 dans une institution publique. Il livrait ainsi les entrailles de son activité aux historiens et au public.

Cette histoire raconte la tension existante entre le goût du secret qu’alimente la volonté de protéger le Parti contre l’extérieur et le désir d’ancrer l’activité communiste dans l’histoire sociale, politique et culturelle de la France.

Frédérick Genevée est agrégé et docteur en histoire. Il est responsable des archives du Parti communiste français.

176 pages, 23 €, ISBN : 978-2-7082-4190-9

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